


Os objectivos do milénio, formalmente acordados por Portugal, em comunhão com mais 188 países, tiveram que ser adiados, quiçá para dentro de outros mil anos.
Prometer nunca empobreceu ninguém e oferecemos coisas de difícil cumprimento, tais como, erradicar a pobreza e a fome, conseguir o alfabetismo primário universal, reduzir a mortalidade infantil, para evitar que vão tantos anjinhos para o céu e acomodá-los bem, para a sua estadia na terra …
Nada disto tem sido cumprido, o contrário é que era para nos admirarmos.
Nem sequer a metade da metade.
As ONG acusam o governo de tacanhez na ajuda ao Terceiro Mundo e promovem mobilizações.
Não é o mesmo pregar, que dar trigo, mas o pior é dar menos do que se havia dado.
Muito menos do que o que se destinava nos anos 60/70, onde havia gente que ainda acreditava que o mundo era um local a melhorar.
A piedade não está a passar pelo seu melhor momento, mas tão pouco vive uma boa época, essa forma inteligente de egoísmo que suspeita que, se não damos algo aos que nada têm, podem vir a roubar-nos tudo.
Não sei quanto do PIB, o executivo destina a ajuda oficial ao desenvolvimento.
Não é muito … ou é nada, pelo que se vê de avanço.
Não sei quem faz as contas e verifica os números, mas não tenhamos ilusões … acho que se algo é disponibilizado, é para promover as empresas nacionais no exterior.
É uma pena que as boas palavras não sejam comestíveis.
Levamos anos e anos de atraso, desde que se instituiu o Dia Internacional da Erradicação da Pobreza, (17/10), mas vamos adiando de um dia para o outro.
Os compromissos levou-os o vento de igual modo que leva os desnutridos que nada pesam.
O velho lema "levantemo-nos contra a pobreza" cumpre-se aos poucos.
Nós levantamo-nos, todos os dias, mas é para tomar o pequeno almoço!
1 comentário:
Infelizmente o dinheiro que se manda para África, e que deveria servir para combater a fome e a doença, é usado pelo governo de países africanos para comprar armamento e fomentar guerras...E também dá muito jeito aos governos ocidentais, que os africanos continuem pobres e incultos. Afinal África é o fornecedor do Ocidente; é um continente que fornece metais e pedras preciosas ao Ocidente, e um continente com inumeros recursos naturais. Convém ao Ocidente explorar África e os africanos e para isso há que fomentar as guerras e a pobreza.
Depois há a outra pobreza...a pobreza de quem pertence à classe média-baixa e vê o seu poder de compra desaparecer de dia para dia, e vê o lugar onde trabalhava fechar porque já não consegue ser competitivo. Se tiver 50 anos, qual é o seu destino? Velho demais para ser aceite noutro emprego, novo demais para se reformar...
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