Quarta-feira, 6 de Agosto de 2008

- Se a vida não tem preço, nós comportamo-nos sempre como se alguma coisa ultrapassasse, em valor, a vida humana ... Mas o quê ? (Antoine-Jean-Baptiste-Marie-Roger Foscolombe de Saint-Exupéry, filho do conde Jean Saint-Exupéry e da condessa Marie Foscolombe (1900-1944), foi um escritor, ilustrador e piloto da Segunda Guerra Mundial, onde morreu aos comandos dum avião.
O seu corpo nunca foi encontrado.
Escreveu para jornais e revistas.
A sua obra prima, escreveu-a quando estava exilado nos EUA, Le Petit Prince (O Pequeno Príncipe ou O Principezinho) - 1943.
Tem outros diversos livros, muitos só editados depois da sua morte, como, por exemplo, "Lettres à sa mère" - 1955)

O MOTORISTA DE BIN LADEN

.
Na prisão da base de Guantánamo, que deve ser o local mais parecido a uma sucursal do inferno, está a ser julgado, Salim Hamdan, o motorista de Bin Laden.

Querem que diga a direcção para onde, ou onde o levou pela última vez, para terem alguma pista do fantasmagórico líder, mas também o acusam de ter atropelado muita gente e nem sempre na estrada.

O mais provável é que o culpem da subida do preço do petróleo, já que não reparava em gastos e dizia sempre que chegava a uma gasolineira, "ateste, por favor!"

O que se pode esperar da Justiça quando a ilustre dama condescende visitar Guantánamo?

É como se Maria Goreti (*), tivesse decidido hospedar-se numa pensão rasca de estrada.

Bertolt Brecht deixou-nos dito que há muitos juízes incorruptíveis, já que ninguém os pode induzir a fazer justiça.



A Justiça, que é de linhagem divina, pode ser sempre questionada em tempos de paz, mas em tempos de guerra ou de imediato pós-guerra, desaparece.

Simplesmente não existe e portanto não pode ser vulnerável.

Exercem-na os vencedores, que se converteram em juízes e parte da pilhagem.

Agrupam em cárceres os "combatentes inimigos", incluindo os que jamais combateram e os culpam de criminosos de guerra.

Como ia matar alguém, o motorista de Bin Laden, se tinha, todo o tempo as mãos no volante?

Nalguns momentos históricos, necessita-se mais do que noutros, de culpados, enquanto isso, quanto mais comprida melhor.

Nem sempre se consegue uma peça importante, como o líder sérvio, Karadzic, mais conhecido como o "carniceiro de saravejo", que andava fugido há 12 anos e agora foi capturado.

Em muitas ocasiões temos que nos conformar com peças menores: o dentista de Hitler, o cabeleireiro de Petain.

O que é necessário é vingança …



(*)
Maria Goretti (1890-1902) foi uma jovem católica italiana, declarada santa.
Em 1899, a sua família mudou-se para Nettuno, onde viviam no mesmo edifício com a família Serenelli.
Aos doze anos de idade Maria Goretti foi atacada pelo vizinho Alessandro Serenelli (1882-1972).
No dia 5 de Julho de 1902, Alessandro tentou violar Goretti, ameaçando-a com uma faca, mas a menina ajoelhou-se com medo de que Alessandro fosse para o inferno e perante a recusa da menina, Serenelli esfaqueou-a 14 vezes.
Inspirada nas suas mestras Santa Cecília e Santa Inês, aceitou o martírio piedosamente. No dia seguinte, depois de perdoar ao seu assassino, Maria Goretti faleceu.
Alessandro Serenelli foi julgado e condenado a 27 anos de prisão.
Arrependido, tornou-se num membro da ordem Terceira dos Capuchinhos, que lhe deram abrigo.
Em 24 de Junho de 1950, o Papa Pio XII canonizou Maria Goretti, numa cerimónia a que assistiu a sua mãe, Assunta e o seu assassino, Alessandro.


Domingo, 3 de Agosto de 2008

- O homem é o único animal que se ruboriza. Ou que tem razões para isso ! (Samuel Langhorne Clemens, mais conhecido por seu pseudónimo, MARK TWAIN, 1835/1910, foi um famoso escritor, humorista e romancista dos EUA. Foi ainda aprendiz de tipógrafo, piloto no Mississípi, garimpeiro na corrida ao ouro, jornalista globe-trotter antes de ser escritor a tempo inteiro).

A VIDA POR UM FIO


Ao Senador dos EUA, Ted Kennedy, aquele que há muitos anos tinha cara de sobrevivente, disseram-lhe os médicos de cabeceira e de outras partes do seu organismo que só lhe resta um ano de vida.

O anjo da guarda da família Kennedy foi acusado de incúria reiterativa.

As Parcas(*) - que são as três iguais, para hoje ou para o dia que elas acordem ou concordem - preferiram o poderoso clã.

Umas vezes, foi Cloto, outras Láquesis e outras Átropos, que era a mais baixa de estatura, mas a que tinha mais má cara, as que visitaram a família Kennedy sem estarem previamente convidadas.

O último que restava sem recebê-las era Ted: a sua única honra era ser o Benjamim ao avesso, ou seja, o que ia perdurando a dinastia.

Abandonou a sua má sorte a Mari Jo (**).

Perdidos no rio ou naquele lago, que não me recordo como se chamava.

Deixou que se afogasse, enquanto que, afogava as suas penas no álcool.

Uma pena.

Agora ao Ted, os médicos prognosticaram-lhe , depois de ter sido operado a um tumor cerebral, que só tem corda para uma ano.

Como deve comportar-se alguém que sabe que só vai viver trezentos e picos dias?




As Parcas ou Moiras com o fio da vida


Aconselhou-nos César Vallejo (***), que guardássemos um dia para quando não o tivéssemos.

Sem dúvida que teria um alto valor e procuraríamos empregá-lo do melhor modo possível.

Evitaríamos ocupá-lo com um chato ou com um idiota bem informado dos problemas urbanísticos que, uma vez solucionados por ele, tornaria a vida mais grata à sua cidade.

Melhor do que saber que só temos um ano de vida é saber que nos falta muito pouco desde que a vida começou.

Ás vezes a morte vem, "tan callando", "tão calada", como no poema de Jorge Manrique (****) e noutras anuncia cortezmente a sua visita.

Ei-la.

Ted Kennedy, pertencente a uma família cujo anjo da guarda era o mais vadio da corte celestial, deve dizer: "perdão por chegar atrasado!"


(*)
Em Roma, as Parcas, (equivalentes às Moiras na mitologia grega), eram três deusas: Nona (Cloto), Décima (Láquesis) e Morta (Átropos)que determinavam o destino, tanto dos Deuses, quanto dos seres humanos, (eram três mulheres lúgubres).

(**) Marilyn "Mari Jo" Mason foi uma personagem ficcional.

Ver mais de Mari Jo: http://translate.google.pt/translate?hl=pt-PT&sl=en&u=http://en.wikipedia.org/wiki/Mari_Jo_Mason&sa=X&oi=translate&resnum=4&ct=result&prev=/search%3Fq%3D%2522Mari%2BJo%2522%26hl%3Dpt-PT%26client%3Dfirefox-a%26rls%3Dorg.mozilla:pt-PT:official%26hs%3DL6b

(***)
César Vallejo Abraham Mendoza (1892 - 1938), é o grande poeta peruano da hispanidade, talvez o mais contido entre os mais produtivos, sem a excessiva magnificência de Neruda ou sem o radicalismo experimentalista de Huidobro.

(****)
Jorge Manrique, (1440-1479), ignora-se quase toda a sua curta vida, mas deixou diversas canções, entre elas as Coplas, (quadras), à morte de seu pai, em número de 43, tipo "pé quebrado".

COPLAS POR LA MUERTE DE SU PADRE

Recuerde el alma dormida,
avive el seso y despierte
contemplando
cómo se pasa la vida,
cómo se viene la muerte
tan callando,
cuán presto se va el placer,
cómo, después de acordado,
da dolor;
cómo, a nuestro parecer
cualquiera tiempo pasado
fue mejor.

Pues si vemos lo presente
cómo en un punto se es ido
y acabado,
si juzgamos sabiamente,
daremos lo no venido
por pasado.
No se engañe nadie, no,
pensando que ha de durar
lo que espera,
más que duró lo que vio
porque todo ha de pasar
por tal manera.

Nuestras vidas son los ríos
que van a dar en la mar,
que es el morir;
allí van los señoríos
derechos a se acabar
y consumir;
allí los ríos caudales,
allí los otros medianos
y más chicos,
y llegados, son iguales
los que viven por sus manos
y los ricos.


Quarta-feira, 30 de Julho de 2008

- Uma palavra dita a tempo vale mais do que um grande discurso tardio ! (Julio Dinis, romancista português, 1839-1871)

EUTANÁSIA ? ? ?


Aos portugueses, custou-nos sempre muito o trabalho de sermos contemporâneos.

Houve um tempo, quando se queimava o que discutia o enigma geométrico, que propõe a chamada Santíssima Trindade, ou se proibia desviar o curso da História, já que isso poderia supor alterar os planos divinos.

A conquista da racionalidade é muito lenta e não exclui o desamparo dos seres humanos.

Por que o aborto e a morte digna, suscitam tantas controvérsias?

São duas questões, uma inicial e outra final, que devem estar submetidas a critérios e discutir-se serenamente.

Não se trata de ser partidário do PS ou do PSD, ou outro qualquer, mas sim em acreditar que a época em que nos tocou viver é nossa e não pertence aos ancestrais feiticeiros que impuseram os seus inamovíveis regulamentos.

Quem pode discutir que temos direito a morrer com dignidade depois de termos atravessado tantas penalidades?

Por que prolongar uma existência dolorosa e sem esperança de recuperação?

Dizem que toda a vida humana é sagrada, para quem?, dizem …, mas ao que chamamos vida?



Recordo os tempos, não tão remotos, onde uma banda entusiasta de altos clérigos, proibiu, debaixo de não sei que duros castigos de além-túmulo, aliviar os sofrimentos das criaturas afectadas por aquele medicamento chamado "Taladomida".

Ao erro da farmacopeia uniu-se a Teologia, mais precisamente os intérpretes dessa misteriosa ciência.

Nasceram crianças cegas e sem mãos, mas era necessário prolongar a sua vida, mais que não fosse para mostrar a nossa piedade.

Agora debate-se se temos direito a morrer sem sofrimento, quando o desejamos e mais a mais seja a nossa última vontade.

Não penso elogiar os políticos, que regra geral me parecem uma subespécie interessada, mas acredito que Sócrates deveria debater estas questões.

Ânimo vizinho.

A crise mais árdua não é a económica, mas sim a das sobrancelhas para cima.

Que cabeça dura a deles … e a nossa.





Um dos milhentos debates sobre eutanásia AQUI

Domingo, 27 de Julho de 2008

- É-nos impossível saber com segurança se Deus existe ou não existe.
Por isso, só nos resta apostar.
Se apostarmos que Deus não existe e ele existir, adeus vida eterna!
Se apostarmos que Deus existe e ele não existir, não faz a menor diferença, ficamos num zero a zero metafísico !

(Albert Camus, 1913-1960, escritor francês, nascido na Argélia. Camus é, com Sartre, o escritor mais representativo do existencialismo francês)









A policia francesa encontrou substâncias dopantes no quarto do ciclista espanhol, Moisés Dueñas, mas antes foi necessário registá-la.

O jovem, tinha um controlo positivo por EPO na 4ª etapa da Volta à França e parece que a inspecção domiciliária, durou uma hora.

Bastou essa curta etapa para que Moisés, em vez de atravessar o Mar Vermelho, naufragasse nos revoltos mares da justiça: pode apanhar até 5 anos de prisão e já levou com uma multa de 75.000 euros.

Para se ter um exacto conhecimento do rigor da lei, precisa-se de protagonistas humildes.

Talvez se deva perguntar com sinceridade a que é que chamamos "doping".

Se entendemos como droga tudo o que altera a nossa natureza, temos que incluir a aspirina e o amor.

Quantas vezes dissemos, ao cair da tarde, ou mesmo a qualquer outra hora, que "faz-me falta uma bebida"?

Para combater um abatimento de ânimo ou para bater um recorde, pode ser necessário que entre no nosso corpo algum produto.

As anfetaminas podem suprir o misticismo e este pode ser confundido com o gin tónico e, se dermos um passo mais, com o Martini.

Foi um drogado Balsac, que escreveu a Comédia Humana, graças a tomar 40 cafés por dia?

Ajudou Allan Poe, o álcool, para inventar a novela policial, "O Fantasma da Rua Morgue", com a bebedeira memorável que apanhou?

Na minha vida, já soube de grandes ciclistas, como Gimondi, que venceu a volta à França, duas voltas a Itália e a volta à Espanha, talvez há uns 40 anos.

Já levava droga, mas então chamavam-lhe "bombas".

Os ciclistas deitavam espuma pela boca.

O recorde que se conseguiu agora é o da hipocrisia.

A química influi com a constituição física, mas é cruel ter 5 anos na prisão, um jovem, ao qual lhe deram umas pastilhas para ganhar uma etapa.

Quarta-feira, 23 de Julho de 2008

- É menor pecado elogiar um mau livro sem o ler, do que depois de o ter lido. Por isso, agradeço imediatamente depois de receber o volume. Não há vida literária plenamente virtuosa ! (Carlos Drummond de Andrade, foi um poeta brasileiro (1902 - 1987), também cronista, contista e tradutor)

AINDA HÁ BONS CONSELHOS !!!



Reverendo Stan Fortuna, num concerto.


Não me refiro aos conselhos de administração que pululam por tudo o que é sítio, nem aos que costumam dar os párocos aos seus fieis, depois de repreendê-los por não irem à missa, mesmo aos que terão ido.

Falo dos equânimes e sábios conselhos que prodigalizou o Papa, no seu primeiro discurso da Jornada Mundial da Juventude, que se realizou em Sidney.

Como a igreja é ecuménica, o que quer dizer que se estende a toda a orbe, não só são válidos os aborígenes que o foram receber, alguns descalços e mal pintados, como para os demais.

Bento XVI advertiu sobre o "insaciável consumo" que perverte, não só na natureza, como também o ser humano, através do álcool, das drogas, da exultação à violência e da degradação sexual.

Não se sabe se o eminente teólogo e actual pontífice, Ratzinger, também conhecido à escala popular, como o "pastor alemão", alcançará, como muitos dos seus antecessores, a santidade, mas é mais que evidente, que tem mais razões que um santo.

Os bons conselhos, aceitam-se sempre melhor em épocas mais necessitados deles.

Quando tudo caminha bem, pensamos que são desnecessários.

Mais a mais são grátis e não obrigam a nada.

Um provérbio italiano diz, " que o sal e os conselhos só se devem dar a quem os pede".

Sabe-se que são melhor acolhidos quando coincidem com a decisão que cada um havia tomado antes de pedi-los.

Como não agradecê-los, quando vêm duma pessoa mais velha e sábia?

O Papa recomenda austeridade num tempo onde começa a ser obrigatória.

A crise em Portugal, está a asfixiar as pequenas, médias e grandes empresas e o Fundo Monetário, que é tão insondável, como o fundo das nossas consciências, advertiu que seremos um dos países mais afectados.

Talvez sua Santidade devesse termo-nos aconselhado austeridade antes de Deus se ter transformado em Cristo.



Domingo, 20 de Julho de 2008

- Há vários motivos para não se amar uma pessoa e um só para amá-la ! (Carlos Drummond de Andrade, foi um poeta brasileiro (1902 - 1987), também cronista, contista e tradutor)

EM ÚLTIMO LUGAR

Já dizia eu que o cardeal Martini me caía bem, por algo mais que a simpatia que me suscita o seu apelido, (Carlo Maria Martini).

Talvez a pomba se tenha equivocado ao não elegê-lo, ou talvez tenha pensado que era altura de aceitar algumas das suas teses, do jesuíta que foi reitor da Universidade gregoriana de Roma e arcebispo de Milão.

O caso é que era um possível papa, mas nunca será papa.


Também influiu nos seus eleitores o facto de que havia proposto, há uns tempos atrás, que " A Igreja deve ter o valor de reformar-se".

O caso é que este elegante cardeal havia elogiado Lutero e defendido a ordenação das mulheres.

Se lhe tivessem feito caso, tinham economizado o alvoroço que actualmente têm os católicos com os anglicanos, que pode provocar uma emocionante cisma na Igreja de Inglaterra.

Parece que a maioria dos componentes do Sínodo é partidária de que as mulheres sejam admitidas no episcopado, mas apesar disso a coisa não acaba de pegar.

Ás pessoas normais, sempre nos estranhou que as mulheres não possam dizer missa, nem absolver dos seus pecados os que levam uma exacta contabilidade deles.

Por que o pároco do bairro pode e Teresa de Calcutá, não?



Historicamente as mulheres sempre superaram os homens, entre muitas outras coisas, na sua capacidade para a indulgência, mas o anti-feminismo eclesiástico é evidente.


Mais evidente inclusive que o monárquico.


O gigantesco avanço na conquista do que sempre foi seu, detém-se ante a aceitação do bispado feminino, que está a afastar os anglicanos dos católicos.


Era o que faltava.


Os tradicionalistas da Igreja de Inglaterra podem fazer que a actualização, que sempre recomendou o cardeal Martini dure um século mais do que a conta.


A eternidade mais do que uma semana.


Quarta-feira, 16 de Julho de 2008

- O Homem é a única criatura que se recusa a ser o que é ! (Albert Camus, 1913-1960, escritor francês, nascido na Argélia. Camus é, com Sartre, o escritor mais representativo do existencialismo francês)

DESEMPREGADOS




Durante muitas vidas duvidosamente produtivas, como este servidor de vocês ou vocemecês, que vos escreve, não ter nada que fazer é considerado uma bênção.

Mau, é quando não se tem nada que fazer, nem tão-pouco que comer.

É injusto que para nos alimentarmos se necessite só de um par de horas por dia, incluindo as de bendizer os alimentos, que já não se usa e, as das sagradas sobremesas, com café, uma aguardente velha e um charuto, coisa que demora, todavia menos, enquanto que para poder aceder à alimentação se requerem muitas horas de trabalho.

O normal numa sociedade bem equilibrada, seria empregar o mesmo tempo em ganhar a vida e fazer-se por ela, mas entre nós, que não somos nenhuma potencia mundial, cada vez é mais difícil.

O desemprego aumenta, já vai ou ultrapassa os 500.000 ou perto disso, talvez uns três ou quatro mais, se tu e os teus amigos mais íntimos não foram despedidos enquanto liam estas linhas.

Recordo-me de Beltrand Russel, que dizia que só existem duas formas de trabalho.

Uma, altera a forma das coisas à superfície da terra e outra, ordena que isso o façam os outros.

Está suficientemente comprovado que a primeira modalidade cansa mais e também que é a única imprescindível para isso que chamamos progresso.

Como é possível que, num país onde ficam por fazer tantas coisas, haja cerca de 500.000 habitantes que não têm nada que fazer?

Ser um desempregado é uma maneira de antecipar-se a ser um morto.

Os mortos são muito preguiçosos e ninguém pode reprovar o seu absentismo laboral.

O terrível é querer trabalhar e não ter onde, nem como.

É algo tão frustrante como ter vocação de mártir e não encontrar á mão de semear, nenhum verdugo disposto a sacrificá-lo.

Impedem-se muitos destinos, que não vocações!