domingo, 16 de março de 2008

VERDADE, ONDE ESTÁS ?







Sempre são melhores os detectives das novelas policiais que os de verdade.

Não é que estes careçam de perspicácia, senão que os assassinos os superam nesta qualidade, imprescindível para ambos os ofícios.

Muitos crimes ficaram por resolver, especialmente os que não se consideram como tal e se qualificaram de azarados acidentes.

Por outro lado, nem a Kennedy, nem a Jack "o estripador", não se lhes pode designar nenhuma pessoa que estabelecesse o final das suas vidas.

É uma lástima, porque teriam passado à história.

Como no "Cancioneiro Anónimo", os autores mais meritórios, são desconhecidos.

O último enigma e o que dura há mais tempo nas revistas do coração e de outras zonas mais baixas é o caso de Lady Di.

A princesa era uma espiga de ouro, ainda que quiçá inexpressiva.

Para favorecer a sua lenda, aceitou sentir-se infeliz e para cúmulo morreu, deixando mais ou menos duradouro para a posteridade um mistério debaixo dum túnel.

Mahamed Al Fayed, está convencido que a princesa de Gales e o seu prometido morreram por causa duma conspiração e periodicamente reitera a sua tese.

Todos sabemos que os falecimentos não se deveram a causas naturais, mas quase ninguém sabe que muitos acidentes se devem ao mesmo.

Nunca saberemos se houve conjuração para impedir o matrimónio de Diana e Dodi, que naqueles tempos garantiam amor eterno.

Os serviços secretos britânicos guardaram tão escrupulosamente o segredo que nem sequer eles o sabem.

O único que está seguro é o proprietário dos armazéns Harrods, que se esforça em arejar a roupa suja, salpicada de sangue.

Agora está a alimentar uma polémica com o duque de Edimburgo, o ilustre apalermado.

Chamou-lhe "nazi" e "fascista" como se não fosse suficiente uma só dessas coisas.

A verdade está no túnel de Paris e talvez a encontre alguém do serviço de limpeza.


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