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Cada vez se desconfia de mais gente, ainda que não pertença ao mesmo partido.
Até agora suspeitava-se de quem professava por forte convicção, forte conveniência ou forte inspiração, os mesmos ideais.
Pessoas de boa fé, inclusive com boa esperança, que compreenderam a tempo que é mais fácil ter uma ideologia que ter uma ideia diferente de outra.
Neste momento agitado, que tanto se falou de células da ETA e terroristas, placidamente à beira-mar instalados, neste pequeno país, aumentou, de certeza absoluta e exponencial, o número de suspeitosos, graças à contribuição de companheiros, camaradas e colegas.
Ninguém se fia em ninguém.
Inclusive há suspeitos que deixam desconfiados os elementos das forças de segurança por não infundirem a menor suspeita.
A investigação criminal, deve contar com quase tantos detectives como presumíveis criminosos, realiza uma meritória difusão de meios.
Houve um tempo em que as pessoas mal encaradas, se além disso iam mal vestidas, diziam-lhe isto:
- Identifique-se!
Para deter alguém, bastava uma superficial inspecção facial.
Actualmente, a prova de ADN, permitirá resolver os mais obscuros casos e com inusitada rapidez.
Todos trazemos no sangue um cartão delator de identificação flutuando como um afogado.
O sangue, que "sempre foi colorido", acusa o seu eventual dono.
Inclusivamente nos casos dos que tenham sangue azul.
Muitos e muitos casos poderiam ser resolvidos pela ou por uma Polícia científica, graças aos científicos da verdade.
Uma lei que regulamentasse a obtenção de amostras genéticas aos suspeitosos de delitos graves, sem que seja necessário pedir-lhe consentimento.
Seria algo novo na luta contra a delinquência e representaria um avanço, só comparável ao que suponho ter sido, nos tempos posteriores à descoberta da "impressão digital".
Teríamos que nos congratular, já que diminuiria o número de suspeitosos, que suponho ser elevadíssimo e não só no Governo, nos Ministérios, Câmaras Municipais, Juntas de Freguesia, clubes de futebol, dirigentes desportivos, Federação de Futebol, Liga de Futebol e … fico-me por aqui, pois parece que não tenho mais suspeitos …
- O principal é fazer história, não escrevê-la ! (Bismark, príncipe alemão, 1815-1898)


Uma professora do ensino básico pediu aos alunos que escrevessem uma redacção sobre o que gostariam que Deus fizesse por eles.
Ao fim da tarde, quando corrigia as redacções, leu uma que a deixou emocionada.
O marido, que nesse momento acabava de entrar, viu-a a chorar e perguntou:
- Que aconteceu?
Ela respondeu:
- Estou a ler umas redacções que pedi aos alunos para fazerem. Olha lê tu isto.
Era a redacção de um aluno.
"Senhor, esta noite transforma-me num televisor!
Quero ser um televisor.
Ter um lugar especial para mim e reunir toda a família à minha volta ...
Ser levado a sério quando falo ...
Ser o centro das atenções e ser escutado sem interrupções nem perguntas. Receber o cuidado que a televisão recebe quando não funciona.
Ter a companhia do meu pai e da minha mãe quando chegam a casa.
E ver os meus irmãos pegados para estarem comigo.
Sentir que a minha família deixa tudo de lado para passar alguns momentos comigo.
Não te peço muito, Senhor.
Só quero ser um televisor, ter a vida normal de um televisor!"
Naquele momento, o marido da professora comentou:
- Meu Deus, que vida triste deve ter esta criança! E que pais!
Ela olhou-o e respondeu:
- Esta redacção é do nosso filho.
- Somente o justo desfruta de paz de espírito ! (Epicuro, filósofo grego, 341-270 a.C.).

Os espanhóis têm que estar gratos pela "celérica" resolução do problema ao presidente, Sarkozy.
Graças a ele, as hospedeiras espanholas, enjauladas no Chade, recuperaram o voo.
Também graças a ele, Sarkozy, muitos espanhóis encontraram novos motivos para zurzir em Zapatero.
Para mim, as comparações só são odiosas para uma das partes comparadas, já que a outra parte sai sempre a ganhar.
Enquanto chovem elogios ao presidente francês pela sua contestada diligência, caiem lanças sobre o presidente espanhol, pela sua suposta passividade.
Conta-se que Miguel de Unamuno, quando ouvia falar desmesuradamente bem de alguém, perguntava sempre:
- "Contra quem é esse elogio?"
Todos sabemos que algumas formas de solariedade só encobrem publicidade.
A bondade pode ser rentável.
Condoleezza Rice anunciou que os EUA revisarão o plano de ajuda a Islamabad e assegura que Washington contribuiu já com 11.000 milhões de dólares para a luta antiterrorista.
Também há países que se aprestam a dar-lhe uma mão aos que se estão a afogar em Tabasco.
Pobre México!
Que não sabe se agora está mais longe de Deus que em outras épocas, porque fica à mesma distância dos EUA.
Quando ocorreu a catástrofe de Nova Orleães, há um par de anos, os EUA receberam apoio logístico e material do México, mas a pena é que para serem solidários tenham que ter siso previamente desgraçados.
Estes caritativos oportunistas políticos, altamente rentáveis, têm a vantagem de não exigir o registo do altruísmo, já que só necessitam da não menos inestimável virtude política da pontualidade.
Isso não impede a gratidão espanhola ao senhor Sarkozy, que tanto se aprontou, enquanto permitia que outros apontassem ao seu colega espanhol.
Assim, podem dizer os espanhóis:
- Obrigado, senhor presidente!
- O homem é a única criatura que se recusa a ser o que é.
(Albert Camus).
Chegamos a ser um país tão cosmopolita que ninguém pode estranhar que um taxista brasileiro morra apunhalado por um negro da África Tropical.
Do lutuoso desastre não devemos inferir a conclusão de que um taxista negro, não possa ser apunhalado por um brasileiro, nem que ambos não possam sucumbir ás mãos de um qualquer transeunte português, mas estas coisas fazem aparecer na actualidade a palavra xenofobia, que não perdeu a sua vigência desde Péricles, ainda que tenham decorrido alguns séculos desde o seu.
O dicionário define o termo xenofobia como, "ódio, repugnância e hostilidade para com os estrangeiros".
Talvez lhe devamos acrescentar, mas uma coisa é indicar e outra opinar, que esse tenebroso sentimento só o provocam os estrangeiros pobres.
Se vem um negro numa balsa ou canoa, procuramos devolvê-lo, quanto antes, ao seu país de origem, mas se por exemplo, se chegar o Pelé, pedimos-lhe um autógrafo, além de lhe pedir que prolongue a sua residência entre nós.
Para ser considerado verdadeiramente estrangeiro teve que demonstrar anteriormente a condição de pobre.
O dinheiro é uma nacionalidade.
Agora na Europa correm ventos xenófobos e o ar está a levar as folhas dos evangélicos cristãos que terão resistido a algumas desencadernações do catolicismo.
Na Suiça, a ultra direita xenófoba acabou de confirmar o seu esperado triunfo nas legislativas.
Os suíços não desejam compartilhar com ninguém o desejo de sê-lo, já que lhes custou bastante tê-lo conseguido.
A verdade é que todos gostaríamos de ser suíços amadores.
Segundo Jardiel Poncela (*), ali toma-se um pequeno almoço, constituído por café com leite e um bolo a acompanhar, chamado "espanhol".
A história sempre dependeu da geografia e é tal a desigualdade entre os diversos países continentais que falar de União Europeia é todavia um sonho.
Aqui somos os de dentro e os de fora.
(*)Henrique Jardiel Poncela Escritor espanhol, de teatro humorístico, mundialmente conhecido, com um senso crítico muito forte e personalizado, da década de 30/40.
Teve altos e baixos e trabalhou para roteiros de cinema em Hollywood.
O seu ambiente de trabalho eram os cafés madrilenos onde passava horas a tomar café e a escrever.
Em Hollywood, não se adaptou ao local de trabalho e pediu para lhe montaram uma réplica dos cafés europeus, pois o trabalho não lhe rendia.
Com esse ambiente foi profícuo.
Tem um pensamento interessante, " aqueles que gostam dos gatos são as pessoas que necessitam amar e aqueles que gostam dos cachorros são as pessoas que necessitam de ser amadas" .
Aconselho, "La ajetreada vida de un maestro del humor" (A intensa vida dum maestro do humor).
- Não há vento favorável para aquele que não sabe aonde vai ! (Séneca)
Esta não a reencaminhem!


Temos mais sítio no nosso coração para os imigrantes que em nossa casa.
Todos nos comovemos nos momentos livres, vendo na piscina vertical da TV, como chegam os que atravessaram os mar em canoas.
Gostaria fazer alguma coisa por eles, entre outras coisas, restringir a sua entrada, já que não cabem, tanto em Itália, Portugal e Espanha.
Espanha é um passador.
A hospitalidade tem muito a ver com o espaço e temos que compreender que assim como podemos alojar todos os turistas ricos, é materialmente impossível dar hospedagem a todos os hospedeiros pobres.
Quem teve paciência para contá-los assegura que 15.000 bolivianos entram mensalmente em Espanha, pela porta principal, Barajas, o aeroporto da capital, o que significa que num par de meses, chega mais gente da Bolívia que do Sahara em todo o ano, segundo os números que vêm na imprensa.
Parece-me que ninguém pergunta por que chegam tantos.
Pelo menos não têm nada a perguntar a quem chega a Espanha vindo desse país atravessado por uma majestosa cordilheira, com um lago como oceano, cheio de fronteiras e de homens.
Ninguém pode dizer que a imigração massiva seja um problema de solução fácil, mas pode-se afirmar que todos o resolvem muito mal.
Nas formosas Canárias, que deixaram de ser afortunadas, manifestantes gritam: "Não cabemos mais!".
O Senegal não aceita já, mais imigrantes contra-reembolso, depois de quase 5000 terem sido devolvidos.
Qual a decisão a tomar?
De momento, adopta-se a queixa do comportamento de muitos deles que já conseguiram estabelecer-se entre nós.
Parece que a sua conduta não é irrepreensível.
Grupos latino-americanos rivais envolvem-se em brigas.
Já se sabe, "nós somos bons porque levamos uma boa vida", como disse o poeta "beatnik".
Parece que, os Latin King, os Ñetas e os Domincan Dont Play, não foram autorizados a entrar em Espanha.
Ainda que todos tenham ido lá, para comer qualquer coisa.
- Crê nos que buscam a verdade. Duvida dos que a encontraram ! (André Gide)

La persistencia de la memoria, Salvador Dali
Aos homens públicos torna-se muito difícil manter em segredo a sua intimidade.
Sucede o contrário ás mulheres públicas, donde ambas as coisas estão interligadas.
Agora fareja-se a conduta dos políticos, nos escassos tempos que procuram estar longe da política, quiçá para se desintoxicarem ou para comprovarem que não há nenhum lugar pior.
No Reino Unido há detectives que indagam comportamentos homossexuais, como se fosse incompatível ser um bom gestor da comunidade com o preferir das coristas pelos camionistas.
Ser ligeiramente efeminado, segundo o acerto expressivo de Fidel Castro, não inabilita para dedicar-se ao bem comum.
Tão-pouco o contrário.
Os biógrafos de Miterrand, que não publicaram os seus livros enquanto foi vivo o protagonista, descobriram-lhe relações secretas que todo o mundo conhecia, a par de filhos desconhecidos que todo o mundo conhece.
Esse letreiro que diz, quase sempre em letras garrafais, "Proibida a entrada, zona privada", não combina em política.
Segundo José Ortega (*), que foi um dos poucos espanhóis que utilizou a cabeça para pensar em vez de investir contra os seus compatriotas, disse que o mandar deve ser "um anexo da exemplaridade".
Mas até que ponto se pode ser exemplar em coisas que não servem mais de exemplo aos que indagam nas vicissitudes, caprichos ou peripécias sentimentais de pessoas publicamente relevantes.
Kim Jong-II, o ditador norte coreano deve ser execrado por apilhar uma fortuna de mais de 3000 milhões de euros, não por gostar de mulheres e tomar uns copos com elas nos momentos livres.
O presidente de Israel, Moshe Katsav acusado de abusos sexuais e actos indecentes, merece a desaprovação por outras coisas, além do mais, presumivelmente, por essas.
Quero dizer que é preferível que os deuses nos dêem um bom político que uma boa pessoa.
Há menos!
(*) José Ortega y Gasset, 09Mai1883/18OUT1954, espanhol, foi um dos maiores aforistas, (ditos sentenciosos), da humanidade. Até 1910 defende uma filosofia de tendência objectivista, na qual se dá um primado ás coisas e ás ideias sobre as pessoas. A partir de 1914, muda completamente o pensamento, primeiro para descobrir as causas do perspectivismo e posteriormente, (1924), o sentenciar humorístico da vida contemporânea em Espanha. Alguns livros: As Atlântidas, A desumanização da Arte, Ideias e Crenças, O Tema do Nosso Tempo e muitos outros.
- A água corre tranquila quando o rio é fundo ! (William Shakespeare)


O famoso reality-show holandês que quis sortear um rim, acabou, tudo não passando duma ficção publicitária.
Não sem se ouviram ou leram, mas vou contar o filme: a cadeia holandesa de TV BNN, um reality da ENDOMOL, uma doente terminal que oferece um rim e três doentes à espera dum transplante, competem para ver quem tem a sorte de o levar.
Escândalo, polémica, intervenção dos poderes públicos.
Finalmente a cadeia de TV, aclara tudo: a doente doadora, era uma actriz e o ruidoso anúncio era uma estratégia publicitária, para alertar e animar a população, para doarem os seus orgãos.
Verdade?
Mentira?
Quando alguém te engana uma vez, à segunda não podes estar seguro de que diga a verdade.
De qualquer maneira, não haverá competição de doentes pelas vísceras.
Há quem tenha respirado aliviado depois de saber que tudo era uma artimanha publicitária.
Eu creio que era exactamente o contrário!
Até agora, o que tínhamos exposto, era que uma cadeia de televisão e uma produtora, habituadas a levar as coisas demasiado longe, davam um novo passo em frente, num caminho que já bem conhecíamos.
O que temos a partir deste momento, pelo contrário, é realmente grave e mais a mais, amarra-nos numa dinâmica de consequências imprevisíveis: já não estamos contra o habitual atentado à dignidade humana, ofensiva esta a que ainda não estamos preparados para responder-lhe, mas sim, agora, temos de enfrentar o desaparecimento absoluto do critério de verdade, nas estratégias do ecrã da televisão.
Se alguém te quiser roubar a carteira, sabes o que deves fazer: defender o teu direito de propriedade, o qual passa pela polícia e pela defesa própria.
Mas se o que ocorre é que aparece um larápio que te diz ir roubar-te a carteira, pões-te em posição, tipo Bruce Lee e, em transe, o larápio tira o disfarce e diz-te que é um polícia e que tudo não passa duma brincadeira com uma câmara oculta, “olhe, está ali a câmara!”, então:
1) – Ficas com cara de imbecil
2) – O direito que ias esgrimir fica convertido em algo menor e como desdenhável.
3) – O autor da “brincadeira” de mau gosto ri-se nas tuas “ventas” e ainda tens que dar graças porque era tudo uma piada .
As opções, 1), 2) e 3), acumulam-se no baixo-ventre e nesses momentos, não sabes se hás-de pegar fogo à sede da BNN, por chulos, ou voltares a tua casa, com a cabeça coberta com a gabardina e decidido a não saíres mais por aí fora, onde o perigo da televisão poderá acessar.
Alguém acreditou na BNN, que era para tomar o pulso ás pessoas, para enganar o público, para gozar brincando com o conceito comum de dignidade, empregando-o como ferramenta de uma chicana, por mais social que seja a sua motivação ?
Alguém comparará, este episódio, com o de Orson Welles e os seus marcianos radiofónicos .
Mas há uma grande diferença: na época de Welles e incluso na nossa, uma invasão marciana, era inverosímil; hoje, pelo contrário, é verosímil que a televisão rife um rim !!!
- O pensamento é a grandeza do homem !

Num desses países a que "se lhe tiramos tudo e lhe deixamos tudo" - o idioma - segundo imperecíveis palavras de Pablo Neruda, à ressaca etílica, chamam-lhe estar "dependentes de ontem".
Se um bebeu uns copos a mais, ou seja, os suficientes, o dia de amanhã apresenta-se sombrio.
Há que protelar o arrependimento, já que uma mancha de amora com outra verde, tiram-se.
Quero dizer desde já que ninguém me argumente com a sua experiência, que depois duma noite onde se bebeu muito, há que beber algo.
Para equilibrar os níveis.
Não serve o sumo de tomate com vodka, nem gema de ovo crua com pimenta.
O único remédio é a cama.
A cama cura tudo, excepto a última enfermidade, quando já não nos podemos levantar dela.
Penso nestas coisas porque vivemos o incómodo da ressaca política dos últimos ressabiados, que precipitaram todos os acontecimentos.
O presidente, porque foram os correligionários que foram corridos, o 1º porque afirma que será implacável, depois de ter sido largamente aplacador, do défice.
Não se lhe vê o papel de duro, só o sentimos e de que maneira, na algibeira.
O homem faz o que pode, mas simula uma energia pouco credível.
O orçamento será benéfico para nos levar os últimos cêntimos e até o cotão dos bolsos.
- O segredo de aborrecer é dizer tudo !



Os objectivos do milénio, formalmente acordados por Portugal, em comunhão com mais 188 países, tiveram que ser adiados, quiçá para dentro de outros mil anos.
Prometer nunca empobreceu ninguém e oferecemos coisas de difícil cumprimento, tais como, erradicar a pobreza e a fome, conseguir o alfabetismo primário universal, reduzir a mortalidade infantil, para evitar que vão tantos anjinhos para o céu e acomodá-los bem, para a sua estadia na terra …
Nada disto tem sido cumprido, o contrário é que era para nos admirarmos.
Nem sequer a metade da metade.
As ONG acusam o governo de tacanhez na ajuda ao Terceiro Mundo e promovem mobilizações.
Não é o mesmo pregar, que dar trigo, mas o pior é dar menos do que se havia dado.
Muito menos do que o que se destinava nos anos 60/70, onde havia gente que ainda acreditava que o mundo era um local a melhorar.
A piedade não está a passar pelo seu melhor momento, mas tão pouco vive uma boa época, essa forma inteligente de egoísmo que suspeita que, se não damos algo aos que nada têm, podem vir a roubar-nos tudo.
Não sei quanto do PIB, o executivo destina a ajuda oficial ao desenvolvimento.
Não é muito … ou é nada, pelo que se vê de avanço.
Não sei quem faz as contas e verifica os números, mas não tenhamos ilusões … acho que se algo é disponibilizado, é para promover as empresas nacionais no exterior.
É uma pena que as boas palavras não sejam comestíveis.
Levamos anos e anos de atraso, desde que se instituiu o Dia Internacional da Erradicação da Pobreza, (17/10), mas vamos adiando de um dia para o outro.
Os compromissos levou-os o vento de igual modo que leva os desnutridos que nada pesam.
O velho lema "levantemo-nos contra a pobreza" cumpre-se aos poucos.
Nós levantamo-nos, todos os dias, mas é para tomar o pequeno almoço!
- Qualquer coisa que possa fazer, ou sonha que pode fazer, comece a fazê-la. A ousadia tem em si a genialidade, a força e a magia !



O presidente do Brasil, Lula da Silva, pôs uma mão no ombro e decidiu perdoar-se a si mesmo, ao mesmo tempo que desviava os escândalos de corrupção para os seus colaboradores.
Isso de conceder a ele próprio o perdão, é uma prática benéfica.
Recomendava-a Miguel de Unamuno, que era um ser religioso, no sentido de que se sentiu sempre relegado para isso que chamamos divindade, não porque se acredite que comungando todos os domingos do mês, se garanta uma tribuna no céu quando morrermos.
"Se tu não te perdoas, não te perdoa Deus", dizia o grande Unamuno.
Fez muito bem o presidente brasileiro em perdoar-se a si próprio, mas fê-lo para salvar-se e alcançar a reeleição.
Está acossado pela corrupção e defendido unicamente pela sua irreparável cara de pobre.
Na reeleição, os militares participaram na sua campanha o que tem sempre o perigo de converter as urnas em tanques, com uma varinha mágica ou com um bastão de comando.
Lula da Silva, delegou todos os escândalos de corrupção, do que lá, no Brasil chamam, o "dossiergate", nos seus mais íntimos colaboradores.
Para que servem, senão para isso?
Quando começam a rolar cabeças, as primeiras são as dos com menos conteúdo.
Demonstra-se uma vez mais que os segundos a "bordo", são escolhidos para serem os primeiros que se têm de atirar borda fora.
Lula é um humilde trabalhador até que deixou de ser as duas coisas.
Agora resiste e não reconhece nenhum erro.
É curioso que uma pessoa surgida do puro povo, deixe de pertencer a esse povo, quando deixa de ser um de tantos.
O egrégio, etimologicamente é o que sabe da grei, mas alguns só devem deixar-se sair para metê-los na prisão.