quinta-feira, 5 de junho de 2008

ALTO AO PROGRESSO ! ! !








Os homens primitivos matavam-se, muito mais de perto uns dos outros.

Uma grande proporção deles morriam no empenho.

A tarefa era arriscada: tinham que lhe encontrar valor enquanto procuravam as tripas.

Por isso se inventou a funda e a flecha.

Desde então aperfeiçoou-se engenhosamente a arte de matar à distância e há pouco tempo, mais de 100 países, acordaram, em Dublin, eliminar as bombas de fragmentação, esse penúltimo produto das uvas ou vinhas da ira.

A Rússia, os EUA, a China e Israel, não participaram nas negociações do tratado, talvez pensando que seria um mau negócio para eles.

Ás nações, ocorre-lhes o mesmo que a esses criminosos das novelas policiais, quem tem uma arma, acaba por usá-la.

Seria a primeira vez na tenebrosa história da humanidade que um país renunciaria a empregar um mecanismo de destruição, mas em muitas ocasiões firmaram-se acordos.

Sem dúvida que há momentos em que os seus lideres pensam isso de "já chegámos até aqui".

A Convenção de Dublin, comprometeu os acordantes a que "nunca, sob nenhuma circunstância se empreguem armas com submunições".

Não é que as carregue o diabo, são os homens que as carregam.

Também impede que as conservem ou as transfiram.

Há que deter o avanço do progresso da arte de matar.

Em qualquer lugar alguém pode apertar um botão e acabar com o invento atribuído ao SUMO FAZEDOR, já que na actualidade é possível fazê-lo sem dificuldades.

Bertrand Russell, que encontrou um interlocutor adequado em Einstein, trocou correspondência com ele, comentando a possibilidade da desaparição deste planeta situado nos arrabaldes de uma das milhares de galáxias.

Isso não era possível antes.

À pedrada, com lanças ou à fisgada, podiam aborrecer-se os combatentes.

Agora sim.

É claro que quando se pisa um formigueiro, há sempre algumas sobreviventes!




9 comentários:

mac disse...

Mas para variar são sempre os mesmos países que assinam e os que se recusam a dar o passo em frente...

Ana Maria disse...

Desculpe-me, estava demorando aparecer, mas sempre que venho aqui encontro muito de bom para refletir.
Obrigada pelas visitas.
Tenha uma sexta de muitas felicidades.
Meus beijinhos!

xistosa disse...

mac

Quem inventou e começou a construir armas não vai parar. O negócio é fomentar guerras para por o material a circular.
Não tenhamos veleidades.
O nosso país assinou o tratado, mas para onde vão as munições e armas que se fabricam?
Espanha é o caso mais escandaloso, porque vende milhões de milhões de armamento que está proibido e a países que nem dinheiro t~em para alimentar a população.

Por um lado é bom que se vão matando uns aos outros ... os que escapam, depois t~em mais espaço!

xistosa disse...

ana maria

eu também não sou regular. Sou como os cometas que não se sabem se desapareceram.
Alguns são periódicos, mas outros são com eu ...
Não tem obrigação nenhuma. Como eu não tenho!
Obrigada.

JOICE WORM disse...

Quando ver no seu Glogo - Spain - Badajoz - Sou eu!
Já dizia o Nostradamus, que a próxima Guerra Mundial será feita a base se pau e pedra. Concluo que deve ser do povo contra o governo...

JOICE WORM disse...

Afinal, a cidade que vivo, está marcada para ti como, Mérida. É a capital da Extremadura espanhola. Eles às vezes marca como Badajoz, outra como Mérida. Beijinhos.

Vieira Calado disse...

Este mundo não tem conserto.
Um dia, um dia qualquer, por uma qualquer razão, carregam todos nos botões e pffff...
só ficam algumas formigas.
Vou mandar-lhe um mail como o que me pediu.
Um forte abraço.

xistosa disse...

JOICE WORM

Eu ando com o blog ás costas.
Por isso capto as emissões de Mérida e Badajoz.
Não pago nada, não vou reclamar.

xistosa disse...

Amigo
Vieira Calado

Além de lhe abanar o blog, ainda lhe abano o seu descanço.
Mas quando penso numa coisa ... já dei a corda toda e não consigo parar.

Um abraço de agradecimento, pela sua gentileza.