- Nos consumidores típicos, a fome por produtos é inversamente proporcional ao seu valor !
segunda-feira, 10 de setembro de 2007
se BENTO XVI



Não podemos condenar ninguém, que foi vergado no passado, pela força e com recurso a represálias, sempre pendentes sobre a família.
Também muitos de nós, há uns tempos atrás, fomos obrigados a pertencer à Mocidade Portuguesa. (Porque o atestado médico do Dr. Sousa Lé, não tinha qualquer valor ... Mesmo para quem tivesse perdido a mãe e sofresse, aos 10 anos, do mesmo mal, reumatismo articular agudo.)
A máquina nazi, triturou tudo!
Mas muitos, logo que lhes foi possível, bateram as asas ...
Outros pelo contrário, mesmo não sendo verosímil, mantiveram umas sementes ...
O ex-perfeito da Congregação para a Doutrina da Fé, ex-Sacra Congregação da Inquisição Universal, ex-Tribunal do Santo Ofício, vulgarmente designada INQUISIÇÃO, também é conhecido pela pouca abonatória alcunha do “rottweiler do Vaticano”.
Sempre foi polémico nos seus dizeres.
No discurso de Regensburg, onde, ao fim e ao cabo a polémica se centrava nas mocassinas, ou aportuguesadamente, os “mocassins” vermelhos que seriam ou não feitos pela Prada, teve a primeira “recaída”.
Lembrou-se de abrir as portas da intolerância ao citar uma obscura discussão teológica do séc. XIV, quando um imperador bizantino acusou o profeta Maomé de defender a propagação da fé islâmica pela força da espada.
Como foi propagada a fé cristã?
Protestos em uníssono, sincronizaram todo o mundo muçulmano.
Não sei se foi pela consternação de verificar os desmandos que provocou, com ataques à igreja, um pouco por todo o lado, mas na visita à Turquia, teve um gesto bastante simbólico, ao apoiar a sua futura adesão à UE.
Mas continua com o seu lado inquisidor, sempre presente.
O seu lado “panzer”, negou um funeral religioso ao italiano Piergiorgio Welby, cujo grande pecado foi pedir ao seu médico que desligasse a máquina da vida artificial que vivia.
( Sobre as mocassinas, mocassins, ou sapatos, a Prada, não confirma nem desmente. Já os estilados óculos escuros, são mesmo da Serengeti ).
O contra de se BENTO XVI:
Anti-Aborto
Anti-Eutanásia
Anti-Homossexuais
Anti-Teologia da Libertação
Anti-Ordenação de mulheres
Anti- Casamento sacerdotal
Anti-Contracepção
Anti--Reformismo
O que expressou sobre:
Clonagem:
Um homem produzido por outros homens no laboratório, deixa de ser um presente de Deus, da natureza. Assim como pode ser fabricado, ele pode ser destruído.
A clonagem humana é mais perigosa que as armas de destruição maciça.
Aborto:
Os cristãos devem ser contra decisões judiciais e leis que autorizem o aborto e a eutanásia, que são considerados pecados graves.
Homossexuais:
A igreja classifica os casamentos homossexuais como imorais, artificiais e nocivos.
Até o mundo da música pode ser excomungado ou considerado maldito:
Rock:
O rock é uma expressão básica das paixões que, em grandes plateias, pode assumir características de culto ou até de adoração, contrários ao cristianismo.
É uma pérola autêntica, (tudo isto), não acham ?
RATZINGER ou (se) BENTO XVI ???

Ele respondeu que esperava que fossem cristãos.
Só isso. Nada mais.
A nomeação de Ratzinger lembrou-me essa atitude de Camus.
Sem dúvida porque tenho medo que possa ser pouco cristão.
É contrário ao espírito cristão silenciar quem não pensa como eu, perseguir sem piedade os dissonantes, persistir com teimosia na inferioridade da mulher, não condenar a tortura e os governos que a praticam, bem como outros abusos, ou não ter a piedade necessária para compreender o que no mundo actual significa a prevenção da sida.
Já sei que assim pensava o inquisidor Ratzinger e que, para melhor, o papa Bento XVI vai pensar e actuar doutra maneira.
É importante, para crentes e não-crentes, um Papa cristão, porque esses valores são indispensáveis no mundo de hoje e que os exerça sem complexos quem tem a grande autoridade moral do Papa de Roma.
Porque, infelizmente para uns e para outros, nem sempre os católicos têm sido cristãos.
domingo, 9 de setembro de 2007
O PESO NACIONAL


(O dinheiro, que é algo e o amor, que é tudo, vêm depois.)
O que se sabe é que aos governos modernos, preocupa-os muito.
Sabemos que não querem que adoeçamos, para podermos prosseguir trabalhando, já que uma população com saúde pagará mais impostos.
Agora difundiu-se a preocupação ante o problema da obesidade, que nunca foi um problema no pós-guerra, onde os gorduchos eram suspeitos de dedicar-se frutuosamente ao contrabando, palavra já em desuso, ainda que não, a sua prática.
O que sucede, é que quase metade dos portugueses sofre do que antes era um gozo: quando se pesa numa farmácia corre o risco, de que desta salte um letreiro a avisar “pesar um de cada vez”.
A percentagem de adultos obesos cresce de modo imparável e a das crianças, cresce de uma maneira difícil de parar.
Antes, escasseavam os gordos, mas não as gordas.
E já sabemos que quando uma portuguesa pesa, pesa de verdade, mas agora com a igualdade entre sexos, têm-se igualado muito.
Um retrato “robot” que todos os dias, ou quase, em todos os locais visíveis e falantes, mostra que os compatriotas, uns com os outros, incluindo os que não são partidários de ser incluídos na pátria, estão deprimidos, têm peso a mais, visível à distância e padecem de riscos cardíacos.
Devo reconhecer, ainda que o não faça com orgulho, que não sou um português médio.
A mim, o único que me pode deprimir é que um médico me aconselhe, como disse, José Luís Alvite, (que tem uma coluna IMPERDÍVEL, para mim, no jornal galego, “Faro de Vigo”, que há já uns anitos assino, não para ler as notícias “atrasadas”, ás vezes com dois dias – agradeço aos n/CTT esta benesse - , mas para “mantener” contacto com uma língua que me seduz e gosto).
Como dizia, só um médico que me aconselhe, como diz Alvite, que vá fechando os olhos, para ganhar tempo.
Não estou gordo, (1.70 m e 78 Kg), nem fumo, desde 1996.
Não sequer tenho tosse, ainda que não goste que me tussam, principalmente na televisão e durante as campanhas eleitorais.
Creio que foi Séneca que disse, que a parte mais sã do nosso corpo, é a que mais se exercita.
sábado, 8 de setembro de 2007
INSACIÁVEIS !

Em muitas serras ou montes vêem-se os penachos do preguiçoso giro das pás, dos parques eólicos.
Os aerogeradores perderam a auréola exótica de que gozaram nos seus alvores.
Hoje já assumiram a sua imagem mais verdadeira: um meio para explorar um recurso de todos, cuja administração colocamos nas mãos de alguns poucos.
Parece-me que se encontram pendentes, pedidos para instalar outros tantos como os que se observam por todo o lado.
Mas a(s) eléctrica(s) quer(em) mais.
Apenas sobram alguns tramos dos rios, susceptíveis de alimentar minicentrais ou minihídricas.
Mas a(s) eléctrica(s) quer(em) mais.
Aqui o mais renovável não é a energia, é a codícia ou cobiça.
sexta-feira, 7 de setembro de 2007
PIRÓMANOS – O SEU PERFIL


Sabe-se que os pirómanos, como o nome indica, têm alguma pira.
Fascina-os o espectáculo das chamas que se renovam perseguindo-se e competindo entre elas para ver qual delas alcança a maior altura.
A este tipo de demente poderíamos classificá-lo no grupo dos desinteressados, mas há outros que pegam fogo ás árvores unânimes dos bosques, por vingança e outros, na linhagem dos mercenários a quem, alguém lhes pagou com a finalidade de transformar o arvoredo perdido, numa urbanização, mais ou menos compacta, com moradias geminadas.
Entre todos juntos, depois, poderão juntar-se aos outros e gritar: “Fogos nunca mais !”
São tantos e tão variados, que se pensa na existência duma macabra trama criminal organizada.
Todos os anos, nenhum dos detidos tem o perfil necessário para pertencer-lhe, mas todos merecem uma Medalha de Ouro do Trabalho: são uns avoengos da treta.
Há entre eles, nonagenários, octagenários, septagenários, sexagenários, menores e atrasados mentais.
Não é difícil detê-los, já que as pessoas que chamamos de idade avançada correm pouco, ainda que gostem de ver como avançam rapidamente as chamas.
O mesmo ocorre com os atrasados mentais, que também se atrasam na sua fuga e os putos, que também se apanham facilmente.
O difícil é que as autoridades capturem os autênticos incendiários, que são os que não dão o perfil do pirómano.
FOGO !

FOGO !
Um fogo imenso ... intenso ...
que arde e se extingue como obra dum pirómano
revoltado com a terra infértil, que foi seu berço.
Fogo, que é chama, mas será cinza ...
como a dos homens que nunca chegarão aos céus!
Fogo que vem do nosso interior e nos marca a pele.
Marcas que ficam ... como ficaram em mim,
da terra ardida, esbatida em labaredas,
que desenham silhuetas vampirescas, nessa mesma terra.
Não foi um sonho ...
Não foi o vento que as trouxe ... nem as levou,
nem a humidade dos rios, mares ou lágrimas, que as secou.
Há sempre um fogo imenso ... intenso ...
Corpos carbonizados ... feitos de cinzas incolores,
que o Sol um dia as pincelará!
xistosa em SET/2007
quinta-feira, 6 de setembro de 2007
ESTÚPIDOS ! ! ! É A DEMOGRAFIA


Li algures, que as impantes estatísticas da UE, nos informavam que o nosso Portugal continua a ter uma taxa de fecundidade das mais baixas de todo a união, e que os portugueses, sobretudo as portuguesas, vivem cada vez mais tempo.
Só um áparte.
Será que não há abelhas em número suficiente, para a polinização ?
A notícia projecta uma preocupação que todos desejamos ignorar, mas especialmente os responsáveis públicos; porque, “como se vão pagar as pensões de uma população cada vez mais velha ?”.
Primeiro, convém dizer que isto não é um problema só de Portugal.
Com efeito, as baixíssimas taxas de fertilidade europeias produziram, segundo estudos da ONU, uma descida dramática da sua população, de tal forma que, dos 27 países que compõem a UE verão descer o número dos seus habitantes de 482 milhões, para 454 milhões em 2050.
Para estas “contas”, o número de protugueses andará em redor dos 9/9.5 milhões.
E por exemplo, os actuais, 58 milhões de italianos, reduzir-se-ão a 45 milhões e os espanhóis descerão para os 37 milhões.
Portanto, a combinação de uma população cada vez menor e esperança de vida crescente, origina para já, consequências económicas e políticas tão alarmantes que, governos tão acomodatícios como o francês e o alemão, começaram a estudar as medidas necessárias para atacar esta catástrofe, pois não se pode qualificar de outra forma, o passar, da actual relação de 35 pessoas em idade de reforma por cada 100 empregados, para outra, em 2050, de 75 reformados por cada 100 trabalhadores.
Por isso todos as polémicas que se levantam, sobre este assunto, são extremamente úteis e imprescindíveis e devem ter em atenção a desmontagem dos “erros recorrentes” nos debates sobre as pensões.
Estes erros são, na minha opinião, os seguintes:
– as previsões demográficas a prazos alongados, apresentam uma margem de erro considerável e, portanto, não são úteis
– estatísticas como as anteriormente citadas pelo Eurostat ou pela ONU apresentam, sem dúvida, margens de erro muito mais pequenas e retratam mais fielmente, tendências difíceis de alterar.
Isto compreende também, a meu ver, a falácia, segundo a qual a imigração vai solucionar o problema, pelo menos no nosso país.
Digo isto, porque aceitando como verdadeiros os dados do INE sobre o crescimento da população extrangeira residente e trabalhando cá e aceitando que mantenham uma taxa de actividade perto dos 65 %, necessitaríamos, de acordo com os cálculos da OCDE, do dobro de imigrantes, ou mais e que eles constituíssem cerca de 22 % da população total activa, para que a estrutura da população nos permitisse manter o actual sistema de pensões
- as previsões económicas sobre os custos com pensões a prazos alongados, são inúteis por se desconhecer a evolução das taxas de emprego e produtividade.
- é igualmente falso afirmar que, o aumentar a idade para atingir a reforma, só se deva abordar quando se alcance o pleno emprego, porque as reformas antecipadas, favorecem o emprego aos jovens.
Este sofisma utilizado, preferencialmente pelos sindicatos, dá lugar, entre outras consequências, à vergonhosa utilização de expedientes de regulação do emprego e ás pré-reformas, ou mesmo reformas políticas, que implicam uma delapidação ou dispêndio de recursos humanos e um saque ao erário público, em benefício dos privados, além de mostrar a miopia de uma sociedade e dos seus políticos e dirigentes sindicais, a respeito da correcta focalização desse delicado final período da vida activa, que vai dos 55 aos 75 anos.
E para não ir mais longe, estamo-nos a esquecer que a reforma aos 65 anos se estabeleceu nos princípios do século XX e manteve-se já em pleno século XXI, (até ser aleivosamente alterada), apesar do espectacular incremento da taxa de sobrevivência, de 37 a quase 75 anos, nos últimos 100 anos.
- o último erro, reside em asseverar que o sistema de distribuição é o mais solidário, que as alternativas (?) disponíveis, ocultando, por exemplo, que é um desfalque para as futuras gerações e um atentado à igualdade que os defensores desta tese se afanem em defender, superficialmente calcular a pensão, em função dos salários no final de vida laboral, em lugar do que foi quotizado ao longo de toda ela.
A pergunta crucial é se resulta economicamente possível, trabalhar menos e viver mais.
E é essa resposta a que os responsáveis dos países europeus, com um sistema igual ou parecido com o nosso para as pensões públicas não se atrevem a enfocar ou apresentar ao seu eleitorado.
As propostas dos governos, francês e alemão, que tanta polémica e expectativa levantaram, são simples sinapismos e assim, imagine o leitor, qual será a situação real em Portugal, quando nem o governo, nem os partidos políticos, nem os sindicatos, nem as empresas, nem desde logo os cidadãos, (estes pouco podem interferir), decidem começar, séria e serenamente, primeiro um exame ás contas do nosso sistema de pensões e o custo efectivo dos compromissos futuros já adquiridos ou assumidos pelo mesmo!
quarta-feira, 5 de setembro de 2007
O PESO NECESSÁRIO ! ! !


Com essa ilusão, chegaram, pelo menos 25.000 ás Canárias.
Um número enorme, mesmo grande, que obriga o PSOE a fazer uma autocrítica e alguns dos seus dirigentes a fazerem auto-stop.
Quantos náufragos serão necessários para descobrir que “a emigração desordenada é nociva” para todos?.
Para os sem-papeis e para os que têm muitos.
Pode-se determinar o choque de civilizações, que é inevitável se não se arrepia caminho, ante a enorme diferença dos que temos papeis, incluíndo o papel higiénico, cartões de crédito e cheques e os que nem sequer têm bilhete de identidade.
Ao último grupo, aliás numerosíssimo, não lhes importa os problemas nacionais dos diversos países.
Que lhes importa que a obesidade cause milhares de mortes, cerca de 18.000 em Portugal, 30.000 Espanha e outros milhares noutros países, todos os anos?
Nos países onde nasceram não há gordos, nem é necessário explicar aos adolescentes que sigam uma dieta sã e não caiam na tentação de alimentar-se velozmente com a comida lixo, “fast food”.
Lá, todo o lixo é comestível.
Se virem um tasqueiro, acreditam que é um feiticeiro ataviado para uma cerimónia.
Também não entendem, quando os presos fazem greve de fome, já que para eles a fome, é uma declaração de princípios.
E, nada digamos da sua estranheza ao saberem que, ao país onde arribaram, não deixam desfilar os modelos que não tenham um peso mínimo.
Há mocinhas, que a sua máxima aspiração é serem ou ficarem parecidas com as suas radiografias, mas não é o caso dos emigrantes, que só desejam pesar o que pesam as pessoas que não consideram uma extravagância comer duas vezes ao dia, em vez de uma só merenda de negros.
Basicamente, o choque de civilizações será entre desnutridos e satisfeitos.
Oxalá que não nos desqueixemos todos!
terça-feira, 4 de setembro de 2007
ADENDA ás profissões, “EX” !!!



Acabado de escrever e publicitado, deixei no "post" anterior, a minha visão dos grandes empreendedores das palavras, que as vão semeando, ou melhor, mandam semear, para depois eles próprios fazerem a lucrativa e proveitosa colheita.
Segunda feira, dia 3 de Setembro, deste 2007, o JN publicitava que “O presidente norte-americano, George Bush, diz esperar ganhar dinheiro com a realização de palestras depois de terminar o seu mandato presidencial, em Janeiro de 2009. Segundo o jornal The New York Times, Bush conversou sobre o assunto com Robert Draper – autor do livro Dead Certain, (Morte Certa) – a quem disse imaginar que desfrutará muito da vida quando voltar a ter tempo para si, livre das obrigações da Casa Branca” .
O homem, que é duma fluorescência verbal digna de encómios, dada a sua idiotez, pelas sucessivas cincas que dá, aliás, na senda da sua peculiar relação com o “biciclóide locomotor” que o leva, do zénite ao pino, em questão de segundos.
Quer ser conferencista ou conferenciante.
As questões de gosto são autoritariamente idiossincráticas.
Neste caso, estaremos perante uma apocatástese, saltando de galho em galho, ou calcorreando calçadas, ajoujado ao fardo de carradas de palhadiça no lombo.
Certamente que saberá ler, mas precocemente posso prenunciar por conjectura, uma longa e interminável carreira de humorista, pelas gafes, “gaga gags” e hilariantes situações que a sua vacuidade asinina lhe confere em quase todas as situações.
Será mais um “ex”, que não será “ex”, pois sempre foi, é e será sempre um “ex”!!!
segunda-feira, 3 de setembro de 2007
PROFISSÃO "Ex"



Há que admitir que quando um determinado personagem deixa de ser presidente de um país, encontra-se numa situação privilegiada para explicar porque não pôde cumprir com as promessas, sempre atractivas, que o levaram ao “poleiro”.
Compreendemos que entre os “ex”, se rifem ou sorteiem os que irão ser conferencistas ou conferenciantes.
As salas encher-se-ão a transbordar de um público que lhes quererá ver a cara, a quem só viram milhares de vezes por fotografias, nem que seja para comprovar que a sua pele não é de cimento.
Não são eles, mas sim o auditório, este sim, quer assegurar-se de que também não são imortais, caso algum ou alguém o tenho ignorado ou esquecido.
Nem todos os “ex” presidentes vão passar à história, mas nenhum deles irá passar apuros económicos.
É certo que ganham pouco enquanto, entretanto ostentam o cargo para o qual foram eleitos.
Um presidente é o chefe máximo duma empresa que por rara coincidência tem o mesmo nome que a sua nação.
Contempla, como nessa nação que regem, se fazem fortunas, quiçá também legítimas, enquanto isso, em cada bairro há muitas pessoas que ganham todos os meses muito mais dinheiro que eles.
Os emolumentos do gerente dum país são tacanhos, ou até mesmo inhenhos, ainda que existam muitas assimetrias segundo o país em questão. (Nas ditaduras, por exemplo, o gerente é, ao mesmo tempo, o chefe do pessoal).
É tudo uma questão de paciência.
Quando abandonam o cargo, vão fazer-se multimilionários dando conferências.
O recorde dos recordes, ostenta-o Bill Clinton que continua a postular ou reivindicar.
Ganhou, ou melhor dito, obteve, cerca de 8 milhões de dólares pelas suas intervenções.
Muito dinheiro para um só ano, mais a mais, considerando-se que as suas conferências foram escritas por outros.
Além disso, pagam-lhe o avião, o hotel e a todo o séquito que o acompanha, que são muitos e com um apetite desmesurado.
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