quinta-feira, 20 de setembro de 2007

- Considerando o impacto malvado que a civilização exerce sobre a natureza, o ser humano tem amplos motivos para ser deprimido. A terapia não tem nada a ver com isso !

MISÉRIA DUM MILÉNIO




Guerras, fome, opressão, terrorismo de Estado e de organizações, operações financeiras injustas, manipulação da informação, descalabro de modos democráticos.

Tantos horrores há neste mundo, que por mais que nos repitam todos os dias, corta-se-nos o coração quando lemos na imprensa:

“O que podemos fazer, dizemos, frente a tanta miséria e tanta enfermidade para as que não há, nem uma ordem mundial justa, que permita aos países pobres do terceiro mundo, sair do buraco onde a história os lançou, nem sequer medicamentos essenciais para aliviar as suas doenças e sofrimentos, cujas patentes estão nas mãos das grandes indústrias farmacêuticas dos países ricos ?

Segundo a Amnistia Internacional, há no mundo 50 milhões de pessoas infectadas pelo vírus HIV e a grande maioria não recebe nenhum tratamento nem atenção; 800 milhões de pessoas que não têm acesso a comida suficiente para se alimentar; 1100 milhões de pessoas sobrevivem com menos de um dólar diário; 1200 milhões de pessoas não têm acesso a água potável; 10 milhões de crianças morrem antes de completar 5 anos por causas evitáveis.

Outros números, igualmente arrepiantes de doenças dizem-nos que 70 % das pessoas pobres do planeta são mulheres; 75 % das pessoas pobres são populações rurais e 10 % da população mundial desfruta de 70 % das riquezas do planeta.

Sim, os grandes da Terra ocupam-se deste incalculável exército de homens e mulheres abandonados à sua sorte.

E estabeleceram os chamados Objectivos do Milénio.

Que descrevo: erradicar a pobreza extrema e a fome; instaurar a educação primária universal; promover a igualdade de sexos e a autonomia da mulher; reduzir a mortalidade infantil; melhorar a saúde na maternidade; combater a Sida, o paludismo e outras doenças; garantir a sustentabilidade ambiental e fomentar uma associação mundial para o desenvolvimento.

Há muitos anos que se estabeleceram estes objectivos mas não se disponibilizaram os recursos necessários, não parece existir vontade de solucionar o problema que, digamos bem claro, tem uma funesta consequência de uma globalização que exclui os pobres, que privilegia esses possuidores dos 70% da riqueza.


Parece um exagero mas ainda que nos nossos países se endireite tudo muito antes de descarrilar, no mundo, a miséria total avança sem remissão.

Não podemos mudar a ordem económica, mas podemos combatê-la.

Por uma questão de estrita justiça!


- A História é um grande mestre que não consegue ensinar nada a ninguém !

GRAFITTIS





Está muito estudado o júbilo que acomete os tontos ou dementes, quando lhes dão um giz.

É algo incontido, só parecido ao que experimentam quando lhe dão com um chicote.

O que ainda não foi suficientemente analisado em alguns filiados em distintos partidos políticos, é o impulso que os leva a emporcalhar paredes e a deixar em estado miserável, os muros da sua pátria.

Uma parafernália de grafismo nómada, com fronteiras, ás vezes, com o soez ou indecente, que exige uma dedicação completa.

Sempre que lhes cheira a eleições, estes vocacionados escritores de intempéries, aprestam-se a deixar os seus pensamentos manuscritos em todos os edifícios.

Não vá que se antecipe outro qualquer cretino de sinal contrário e lhe tire a vaga.

Talvez que, qualquer autarca mais avisado, com grande sentido de antecipação, pudesse contratar uma empresa de pinturas anti-grafittis.

Trata-se de deixar tudo como antes que os filósofos nocturnos, exponham as suas teses e alarguem o campo dos estudos políticos.

A verdade é que deixam uma recordação gravada, porque se inventaram líquidos aptos para diluir as mais sólidas consignadas.

Os grafittis, do italiano Grafitto, com dois “tês”, define-os diversos dicionários como, “letreiros ou desenhos gravados ou escritos em paredes e outras superfícies resistentes, de caracter popular e ocasional, sem transcendência”.

Não é certo que alguns não a tenham.

Numa das nossas formosas igrejas, li um que dizia :

“Se Deus existe, esse problema é seu”.

Há que reconhecer que certas inscrições, se alheiam das imediatas tricas políticas, têm a sua graça.

Recordo-me sempre de um que li, algures por aí que dizia:

“ A vida é uma barcaça, assinado: Caldeirão da Merda”

Há quem defenda que os que sujam a sua cidade, vila ou aldeia, deveriam ser condenados a que a limpassem com a língua.

Não está previsto no Código Penal, (o que é uma pena, em certos casos).


terça-feira, 18 de setembro de 2007

- Se Freud tivesse ido mais além nos seus estudos sobre Nietzsche, o mundo poderia ter ganho uma versão mais aprofundada da psicanálise !

OS JOVENS, NÃO SÃO OS ÚNICOS QUE PRATICAM SEXO.





Por muita e má informação sobre um continuado tabu, o sexo, muitos pensam e acreditam que este é um usufruto só dos jovens. Mas não. Estão equivocados e ainda bem!

Nem o tamanho, nem a idade é importante quando se quer desfrutar e gozar do prazer de estar com um(a) parceiro(a).

O sexo vai para além dos 70 anos.

Surpreendidos? ... Talvez ... mas é que o sexo não tem idade.

O sexo na terceira idade não é um mito, é uma realidade e foi comprovado, conforme um estudo que a revista, "New England Journal of Medicine", divulgou.

Segundo foi recolhido, desse estudo, a maioria dos anciãos americanos, estudados, confessaram-se sexualmente activos e consideraram que as relações íntimas, com o seu parceiro(a), são muito importantes.

O estudo que analisou a sexualidade dos mais velhos, deixou bem claro que tanto homens como mulheres se mantêm sexualmente activos para lá dos 70 anos.

O envelhecimento não apaga o desejo de gozar dum prazer irrefreável, pelo contrário, mantem-no latente.

Só os problemas de saúde é que podem colocar limites há prática sexual.

Os homens e mulheres sofrem alterações fisiológicas que podem condicionar a prática do sexo, mas a diminuição do desejo sexual, deve-se a certos factores psicológicos, estereótipos, medos ou falsas crenças.

Os problemas físicos, também o uso de alguns fármacos, muito habituais na terceira idade, podem dificultar as relações sexuais.

Mas todas estas alterações têm solução, graças aos eficazes tratamentos que a medicina actual oferece.

Mas para desfrutar plenamente do sexo, requere-se, sobretudo, uma mudança de algumas mentalidades e aceitar as transformações próprias da idade.

segunda-feira, 17 de setembro de 2007

- A honra é medida pela dose de sacrifício que inspira !

STRESS PÓS FÉRIAS





Como cada ano, quando chega Setembro, não se fala de outra coisa que o chamado stress pós férias.

Depois das liberdades de horários que as férias permitem, o regresso à rotina laboral é acompanhado de abatimento, tristeza, angústia ou irritabilidade.

Calcula-se que 30 % da população activa sofra desta disfunção.

Esperamos todo o ano a chegada das férias, preparamo-las com a ilusão própria de cada um ou simplesmente pensamos que temos um mês, diante de nós para fazermos o que nos der na real gana.

Não importa se decidimos ir de viagem ou ficar em casa, fazendo umas escapadelas ao campo ou à praia.

Quando dermos conta as férias desvaneceram-se e temos de regressar ás nossas responsabilidades laborais.

Para muitos, este é um momento difícil.

Talvez a causa do stress pós vocacional se encontre no trabalho, que não nos está a oferecer a satisfação e realização que necessitamos, para nos sentirmos plenamente nesta vida.

Como é que não nos vamos sentir tristes quando estas terminam?

Se já é difícil começar cada segunda feira, depois de um fim de semana, vejam qual não é a dificuldade, depois de três ou quatro semanas de descanço.

Geralmente, depois de incorporarmo-nos no trabalho e passados uns dias, tendemos a habituarmo-nos à vida laboral e este estado de abatimento e tristeza desaparece à medida que vamos assumindo as nossas responsabilidades.

Mas quando a nostalgia de férias se prolonga mais de duas semanas, os psicólogos falam do sindroma pós férias que não é outra coisa que um simples desajuste de hábitos de vida.

O sindroma pós férias não é mais que outro dos sintomas que nos mostram que a nossa civilização também está doente.

De facto o sindroma pós férias, a depressão ou a anorexia, para citar algumas das enfermidades de mais rápido crescimento, só se manifestam nos países com melhor bem-estar.

Nenhuma destas enfermidades se desenvolve entre os mais desfavorecidos, dos chamados países pouco desenvolvidos do oriente, nem nas favelas de S. Paulo, Rio de Janeiro, ou nos bairros de lata de grandes cidades europeias.

Ali, seria mais indicado falar do stress laboral que se caracteriza pela angústia e o desânimo que se produz por não ter que comer ou carecer dum futuro vital.
Mas claro, há quem pense que isto não é Calcutá ou Hanói e o que ocorre ali não deixa de ser um dado que corresponde a uma realidade diferente.

Que a precaridade laboral, o excesso de responsabilidade, a má relação com os chefes ou com algum companheiro, tornam muito difícil trabalhar com entusiasmo, quando acabamos de experimentar que existe outra realidade, ainda que transitória, que chamamos férias.

O stress pós férias é uma questão de readaptação à normalidade e isto é mais difícil na medida em que o nosso trabalho não nos satisfaz.

As férias podem ter sido um período muito gratificante, mas não é o habitual.

A realidade quotidiana inclui a vida laboral que é a que difinitivamente nos permite fazer férias .

Provavelmente o que nos mostra o stress pós férias é a insatisfação, a precaridade ou o esgotamento que nos produz uma situação que não nos compraz, mas que cremos que não temos outro remédio senão vivê-la.

Penso que é importante, se sofremos de um forte sindroma de stress pós férias, reformular como podemos levar a cabo mudanças laborais numa nova direcção, para chegar a realizar algo de que gostamos.

Façamos o que façamos, as férias são um tempo transitório, o duradouro é o trabalho.

A nossa vida tem dois aspectos, um laboral e outro vocacional e ambos os aspectos devem aportar numa realização.

O QUE PODEMOS FAZER PARA SUPERAR O SÍNDROMA?

As férias não são uma solução dos problemas laborais.

Se há dificuldades no trabalho é importante solucioná-los.

O período estival não é uma permissão, nem o trabalho um cárcere.

São dois aspectos de uma mesma realidade, um faz possível o outro.

● Divide a tua férias, assim poderás desligar-te mais do que uma vez por ano

● Assegura-te que durante as tuas férias terás tempo para descançar.
Umas férias agitadas em que faças muitas coisas, podem acarretar um esgotamento

● Planifica regressar a casa um par de dias antes de terminarem as férias. Aconselha-se um regresso progressivo.

● Os fins de semana depois de férias são importantes para criar novas ilusões.
Planifica realizar actividades de que gostes neles.

● O relaxamento pode ser uma boa ajuda para superar o regresso ao trabalho, como é, também, manter uma boa rotina nos horários das refeições e dormidas.

● Faz algo de novo; inicia um novo estudo, começa a ir ao ginásio ou incluso umas sessões de massagens, podem ajudar-te a recuperar de novo o tónico vital.

● Mantém na mente uma atitude positiva e de agradecimento.

Na nossa sociedade muitos permanecem sem emprego.

Os que o temos, devemos agradecer porque fomos seleccionados para este posto à custa de muitos que foram rejeitados.


sábado, 15 de setembro de 2007

- O individualismo não é necessariamente um sinal de conteúdo individual !

ASSESSORES MILIONÁRIOS !!!


Ganham fortunas.

Vivem na sombra do clientelismo político.

Têm várias cores partidárias.

Saiba quem são e quanto ganharam os assessores mais bem remunerados da CML em 2006.

ACALME-SE !!! SOMOS TODOS A CONTRIBUIR O QUE DÁ UMA MERDA A CADA UM.
PORTANTO DE MERDA EM MERDA, É ASSIM, QUE ESTES NOS SUGAM:

61.768,08 - JJ Correia
60.248,15 - IC Costa
58.514,01 - MJ Patrício
57.737,80 - JA Lemos
57.267,79 - MJ Sanina
55.118,53 - AM Silva
52.717,19 - RM Lima
51.777,84 - GM Sampaio
51.473,40 - HP Gomes
51.148,97 - JP Lopes
50.820,00 - JM Machado
50.820,00 - MR Calvão
50.520,59 - FB Belo
46.530,20 - JN Reis
45.814,23 - FM Ferreira
45.581,87 - JC Aguiar
45.403,62 - JM Lima
45.002,12 - MF Roberto
44.213,40 - MF Fernandes
43.838,26 - HM Ferreira
42.739,66 - MJ Bóia
42.739,66 - ML Silva
42.675,12 - AI Maciel
42.383,48 - MC Gonçalves
42.173,65 - AM Freire
42.108,00 - MI Câmara
41.265,84 - AL Salvação
39.869,54 - MH Dores
39.869,54 - MM Carneiro
39.869,54 - RP Neves
39.370,38 - MJ Carvalho
39.325,00 - JM Sardinha
39.325,00 - CF Oliveira
39.198,38 - MM Santos
38.040,38 - JM Caria
37.795,56 - RF Salgado
37.758,00 - CA Laborde
37.752,00 - JA Rodrigues
37.655,16 - JI Mateus
37.655,16 - PM Cardiga
37.516,02 - A Drago
37.463,12 - RM Martins
37.428,14 - RJ Carmo
37.314,52 - TP Pereira
37.264,08 - RC Lavadinho
37.218,19 - JC Mendes
36.844,54 - IS Moreno
36.844,54 - AS Ribeiro
36.844,54 - RA Félix
36.300,00 - SM Seruya
36.300,00 - PA Assunção
36.300,00 - HJ Nunes
36.206,99 - JL Monteiro
35.954,05 - FJ Viegas
35.758,93 - AS Azinheira
35.499,35 - JE Gouveia
35.433,34 - LM Oliveira
35.085,16 - LM Rodrigues
35.000,00 - SC Claro
34.557,94 - HM Silva
34.388,20 - JC Mateus
34.381,68 - AP Neto
34.190,87 - MC Rodrigues
33.896,98 - PM Amaro
33.451,75 - FL Dias
33.213,19 - MM Claro
33.172,20 - DN Silva
33.160,07 - JM Pinto
32.990,65 - JS Teixeira
32.814,15 - JC Ferreira
32.710,84 - PC Borges
32.653,08 - MC Rodrigues
32.423,16 - MA Arnaut
32.279,87 - IM Anacleto
31.944,00 - MM Pinto
31.895,60 - SP Esteves
31.762,50 - PM Gala
31.630,20 - MJ Gregório
31.460,00 - AR Silva
31.460,00 - RA Abreu
31.253,72 - AC Simão
31.099,80 - RL Pinto
30.949,42 - RF Quina
30.946,02 - PM Fernandes
30.581,02 - SM Ferreira
30.524,83 - PJ Fonseca
30.250,00 - VM Fernandes
30.227,88 - PA Pereira
30.124,07 - MM Santos
30.000,00 - BS Tavares


sexta-feira, 14 de setembro de 2007

- Desde que a crença foi instituída na mente humana, o absurdo tornou-se mais facilmente aceite do que a evidência !

DOENÇAS CARDÍACAS EM DESPORTISTAS :





Por que é que, ser um atleta de elite não é sinónimo de saúde?


Existe hoje um consenso geral entre os médicos de que o desporto profissional, como praticado actualmente, é nocivo à saúde.
Isto porque, com as pressões das competições, os atletas, sobretudo os chamados “atletas de elite”, são levados até ao limite do corpo.

A busca pelas quebras de recordes e pelos centésimos de segundo decisivos, apontam para o facto de que a capacidade física máxima do ser humano está na fronteira do limite.

O melhor atleta será aquele que se sacrificar um pouco mais para atingir tal meta.

Esse esforço exagerado acarreta, ao longo do tempo, desgastes físicos e psicológicos.

Além dos tradicionais males dos desportistas, como fracturas, rupturas ou deslocamentos ósseos e musculares, que levam os atletas ao abandono ou a um período de afastamento do desporto, há as doenças oriundas de problemas cardíacos, seja consequência de uma predisposição genética ou acarretada e agravada pela sobrecarga de exercícios.

Quando pensamos em pessoas cardíacas, associamos a pessoas sedentárias, de maus hábitos alimentares e submetidas ao constante “stress quotidiano”.

Assim, é bastante chocante quando atletas de destaque sofrem, por exemplo, morte súbita em plena competição.

O porte atlético e as habilidades de muitos jovens atletas escondem a fragilidade dos seus corpos e o extenso esforço dos mesmos para executar as suas exaustivas tarefas diárias.

Ao iniciar um exercício físico, a primeira reacção fisiológica do corpo é o aumento do fluxo respiratório e sanguíneo como resposta à aceleração do metabolismo, que numa maratona chega até 2.000 % acima do normal, (uma pessoa com febre tem o metabolismo 100% mais acelerado), com consequente elevação na demanda de oxigénio.

A distribuição dessa alta taxa de oxigénio para os tecidos é suprida com o aumento da frequência cardíaca.

Durante a prática saudável de exercícios físicos, a frequência cardíaca é constantemente monitorizada, o seu valor máximo varia conforme o sexo e a idade do praticante.

Ao ultrapassar muito esse limite, há um aumento da libertação de radicais livres, relacionados com processos degenerativos, associada com o aumento do consumo de oxigénio.

É claro que uma melhor preparação física suporta exercícios mais intensos com menor frequência cardíaca e assim menor produção de radicais livres.

Ainda assim, por mais preparados que os atletas de elite possam estar, além de treinarem diariamente, isto é, sem passar pelo período de repouso que pode causar a “Síndrome de Overtraining”, (é caracterizado por uma redução inexplicada do desempenho e da resposta ao treino em indivíduos saudáveis), os exercícios são feitos até à exaustão.

Na prática desportiva, o coração é o órgão mais exigido do corpo.
Ele é o um dos factores determinantes no desempenho máximo dos atletas.

Muitas vezes a presença de grande massa muscular esquelética, (aquela associada a movimentação do corpo), pode não ser uma vantagem quando a eficiência do coração for baixa.

Os maratonistas que conseguem maior aumento do débito cardíaco, com a prática de exercícios, são os que, em geral, conseguem quebrar os recordes de tempo.

Esta exigência constante da massa muscular cardíaca leva a um aumento do volume da mesma.

Por outras palavras, durante o treino atlético não são apenas os músculos esqueléticos que se hipertrofiam, mas também o coração.
Esse aumento está associado a uma maior capacidade de bombeamento do sangue.

O coração de um maratonista é consideravelmente maior que o de uma pessoa normal, tendo um aumento de 50% a 75% na massa cardíaca.

Este aumento exagerado do coração pode estar relacionado com os problemas cardíacos em atletas de elite.

A contracção do músculo cardíaco é controlada por sinais eléctricos transmitidos por sensores nervosos localizados na parede das câmaras cardíacas.
Esses sinais são despertados por estímulos sensitivos que indicam o estiramento da parede das câmaras do coração quando preenchidas com o sangue e controlam as duas fases de contracção, a sístole e a diástole.

O aumento do coração pode levar a uma alteração da inundação dos ventrículos pelo sangue e consequente desritmia cardíaca.

Além disso, o espessamento das paredes pode levar a uma obstrução na cavidade ventricular esquerda e prejudicar o funcionamento e eficiência no bombeamento do sangue.

Assim, é de extrema importância fazer uma avaliação física detalhada antes da prática vigorosa de exercícios.

Muitas vezes a busca pela saúde e beleza físicas podem acabar por ser prejudicais em casos de pessoas, jovens ou velhos, que apresentam alguma predisposição genética, como em muitos casos de hipertrofia cardiomiopática, responsável por 36% dos casos de morte súbita em jovens atletas.

É claro que, de modo geral, a prática regular de exercícios é um hábito saudável, a curto e longo prazo, já que ela aumenta a eficiência cárdio-respiratória, deixando os praticantes menos susceptíveis ás doenças oportunistas e levando a uma recuperação mais rápida de possíveis enfermidades, já que há uma maior eficiência de oxigenação dos tecidos.

Mas este facto pode muitas vezes ocultar problemas individuais sérios de saúde e, assim, necessidade de acompanhamento médico nas práticas desportivas.

(Camila Yumi Mandai- Bióloga)



- A conversa sobre ética nos negócios não é enganadora, é sim engraçada !

UM CADÁVER CHAMADO IRAQUE !





Quando ocorrem os grandes genocídios da História, nada nem ninguém parece dar-se conta.

Faz falta que o tempo perpasse, que o “genocida” passe de vencedor a vencido e que surjam investigações, que se obtenham documentos e testemunhos para conhecer os factos a fundo e restituir a verdade e a memória, onde não houve mais que ocultação e manipulação.

Nenhum vencedor foi castigado por “genocida”.

Só o são os perdedores, que com a derrota, vêem como os demais países se atrevem a reconhecer a ignomínia perpetrada que, sem dúvida, quando eram vencedores já estava à vista da comunidade internacional.

Esta a tese que defende, “Autópsia do Iraque”, o extraordinário livro de Hans Von Sponek, que nem sei se já foi traduzido para português, mas o meu amigo, Snr. Pedro, do restaurante Atlanta, em La Manga, me ofereceu, na língua de Cervantes.

Este alemão que em 1998 foi nomeado, pelo secretário geral da ONU, para dirigir um departamento, salvo erro, o Departamento de Operações Humanitárias, mais conhecido como a operação, “Petróleo por alimentos”, depois duma longa carreira no Programa da ONU para o Desenvolvimento no, Gana, Paquistão, Botswana, Turquia, India e nem sei quais os outros países.

Como o seu predecessor em Bagdade, Denis Halliday, Von Sponek, dimitiu-se do cargo em Fevereiro de 2000, em sinal de protesto pelo prolongamento das sanções ao Iraque, ILEGAIS, desde a promulgação das disposições de Haia de 1907, que proibem impor qualquer castigo a pessoas, por actos de que não são responsáveis, como o sofrimento, a fome, a doença, dor e morte, infligidos ao povo do Iraque durante mais de dez anos.

Assim, demonstra-se com dolorosa atenção, que o Conselho de Segurança das Nações Unidas, especialmente, os Estados Unidos e a Inglaterra, violaram aquelas condições mínimas de comportamento civilizado no seu programa de sanções dirigidas.

Agora viu-se, não o devolver da democracia, nem o castigar pela inexistência de armas de destruição maciça, mas sim a converter o Iraque num cadáver, ou melhor dizendo, fazê-lo desaparecer como Estado, com a sua cultura, a sua história, a sua memória e as suas riquezas


A guerra do Iraque, podemos dizer, não começou com a invasão, mas foi desenhada muito antes pela mente de quem ambicionava estruturar o Médio Oriente, como uma nova colonização norte americana.

Este livro, “Autópsia do Iraque”, supõe um passo mais na análise dos segredos dessa confusa verdade, da qual parece que nos temos esquecido: a guerra do Iraque não terminou, nada nem ninguém sabe quando e como terminará.



quinta-feira, 13 de setembro de 2007

- O dinheiro, enquanto o não temos, promete ser a solução de todos os nossos problemas !

A "NÚVEM do CAOS“ QUE SE APROXIMA DA TERRA (?)






Notícia divulgada na imprensa internacional:

“Os astrónomos apelidam-na de, “Núvem do Caos”, porque dissolve tudo o que encontra no seu caminho, incluindo cometas, asteróides, planetas e estrelas inteiras.

A sua direcção é a Terra.

A notícia foi publicada no site do tablóide norte-americano, “Weekly World News”, com a seguinte título:

“O mundo tem o direito de saber!”.

O buraco negro do qual a nuvem foi expelida encontra-se a 28 mil anos luz da Terra.

Descoberta pelo laboratório de raios-x Chandra da NASA - estação espacial norte-americana, (integrado no mesmo programa do Hubble - Telescópio Espacial Hubble, do Compton - Observatório de Raios Gama e do Spitzer - Observatório de Radiação Infravermelha), a núvem de poeiras cósmicas, tem a largura de 10 milhões de milhas e foi comparada a uma nebulosa ácida que se move na nossa direcção muito perto da velocidade da luz.

A data estimada para a seu impacto com a Terra, é o 1º de Junho de 2014, às 09h15 min.

Um alto oficial da Casa Branca que pediu o anonimato, disse que os conselheiros do sistema super secreto da presidência estão à procura de alternativas rápidas.
“Isto é muito parecido com o aquecimento global.
Os especialistas ainda não decidiram se a mudança climática é ou não é real.
Por enquanto a existência dessa ‘Nuvem do Caos’ não passa duma teoria.
Os norte-americanos não se devem apavorar, até que todos os factos estejam devidamente apurados”, confiou o oficial.“

Embora haja alguns aspectos controversos, as análises da Fundação Charles Fort, apontam para vários aspectos interessantes, inclusive a relação existente com o terceiro segredo de Fátima, diversas previsões da Idade Média, (incluindo uma das centúrias mais incompreendidas de Nostradamus), o fim do calendário maia e a Teoria Geral da Relatividade.

Altas autoridades do Pentágono, recusaram-se a comentar sobre os rumores, de que abrigos subterrâneos contra antimatéria estariam a ser construídos com material reciclado de Nova Orleães, sob bases militares em 12 estados, nem sobre o súbito aumento nos índices de aforramento de combustíveis, principalmente petróleo, alimentos não perecíveis, sementes, medicamentos, baterias e uma enorme panóplia, entre os quais, até corta unhas.

O General Wade Eiling, supervisor do Programa Governamental de Evasão Planetária (MOCK, sigla em inglês), declarou à imprensa:

“O que posso recomendar à população alarmada neste momento é que se dediquem a estudar melhor os princípios fundamentais da Física e os rudimentos da Astronomia.”

(Não acredite em tudo o que lê e vê e leia sempre as últimas linhas, por mais pequenas que sejam!)


quarta-feira, 12 de setembro de 2007

- Subestimar inimigos é uma má política, mas superestimar amigos é bem pior !

INACREDITÁVEL CRISPAÇÃO !!!





Era uma sexta feira à noite.
Chuviscava no Porto e arredores, depois de um dia nebuloso, que deixou a cidade escura e sonolenta.

Ás onze e meia, saí para a rua, à procura dum táxi, para uma ida à discoteca com amigos.
Passavam os carros, sempre em velocidade, mas táxis, nem vê-los, como se tivessem decidido mudar de rumo ou ficado em casa, aproveitando as primeiras horas do fim de semana.
De repente vi uma luzinha verde e instintivamente levantei a mão.

O táxi deteve-se, entrei, sentei-me e disse-lhe:

- Rua X, por favor.

O taxista voltou-se. Olhou-me com cara de mal humorado e disse:

- Não posso levá-la.

- Por quê?

- Porque não tenho trocos.

- Mas eu tenho uma nota de 20 euros.

- Não tenho troco para 20 euros.

- Eu tenho uma nota de 10 euros.

- Não tenho troco de 10 euros

-Tenho uma nota de 5 euros.

Atrás de nós, começaram as buzinadelas dos outros carros.

- A corrida custará mais

- Tenho moedas, disse-lhe, no limiar da loucura, mas com calma.

Quero pensar que o derrotei, mas creio que foram as apitadelas, cada vez mais prementes, que o decidiram.
O táxi, pôs-se em marcha.

O taxista era grande como um armário, pele branca e pelo canto do olho, podia ver-lhe uns óculos escuros que se moviam ao ritmo dos seus próprios gestos de impaciência e irritação.
Sem me deixar enredar pelo seu mau humor, acrescentei:

- Vou à Rua X, à Discoteca Y.

Não pude continuar.
Uma torrente de palavras encolerizadas, encostou-me toda ao assento.

- Não sou guia, nem tenho que saber onde ficam as discotecas e não quero saber para onde vai.
Dê-me o número da porta e basta, já faço muito em levá-la.

Estou acostumada a que os taxistas e, mais a mais estando a chover, procedessem doutra forma, disse-lhe secamente ...

- 365

Durante todo o trajecto, não deixou de ronronar, não de prazer, como os gatos, mas como os terramotos, antes de produzir-se uma tormenta, quando ainda não cairam os primeiros raios.

Chegámos.

Paguei com as moedas, a quantia exacta que marcava o taxímetro.

Acrescentei:

- Dê-me a factura se faz favor.

- Claro que dou. Não faltava mais nada.

Havia sarcasmo no seu vozeirão.

E enquanto tirava do porta luvas, o livro de recibos, murmurou alto para si:

- Quero saber quem me paga o táxi. O partido comunista ou o Cavaco?

Naquele momento senti medo, um medo escuro e irracional que brotou do ambiente fechado do táxi.

Saí sem dizer nada e só quando entrei na discoteca é que me senti a salvo.



terça-feira, 11 de setembro de 2007

- Oscilamos constantemente entre duas ilusões: a segurança através da repetição e a melhoria através da variação !

ALERTA ESTAMOS !!!




A economia mundial está numa fase de grande adormecimento ou entorpecimento, mas nós não temos maneira de a compreender.

O director do Fundo Monetário Mundial, o FMI para os amigos íntimos, avisa-nos de “importantes riscos de desaceleração”.

Nos seus credíveis critérios, se o crescimento vacila, os mercados podem sofrer ”uma forte correcção”.

Em que é que ficamos?

O melhor, como pedia aquele paralítico que foi a Fátima, é que fiquemos como estamos ...

Ou, traduzindo em linguagem vernácula, a “desaceleração” não significa correr a menor velocidade, senão ficarmos parados e, a “correcção”, representa ter que empreender outro caminho, onde haja menos buracos.

Os que como eu, não sabem nada de economia, temos esse ponto em comum com os especialistas, porque, quiçá nos dê mais trabalho compreender porque é que as empresas aumentaram as suas dívidas consolidadas.

Os agentes económicos não podem detê-las, mas há sempre alguém capaz de nos explicar alguma causa: da subida das taxas de juros, o preço do petróleo, o arrefecimento do mercado imobiliário, que estava demasiado quente ...

A única boa notícia laboral é que, nos primeiros seis meses deste ano, morreram 124 pessoas em acidentes de trabalho.
Uma baixa, em relação ao ano anterior.
(Não podemos esquecer que em Portugal "a taxa de incidência dos acidentes de trabalho mortais em todas as actividades por 100 mil empregados é de 7,7 %, contra uma média comunitária de 3,4 %).

E é neste fúnebre capítulo que não se regista uma tendência de subida.

Não sei qual o economista que aconselhava que poupássemos um pouco de dinheiro todos os meses, para que possamos comprovar ao fim do ano, o pouco que temos.

Pessoalmente, não tendo para o pessimismo, mas duvido muito das vantagens que pode oferecer, que vivamos inquietados com o futuro da economia mundial, mais a mais, pelo rombo da nossa.

Sabemos que só há salvações individuais.

Os políticos que prometem as macroeconomias têm salvo-condutos.