terça-feira, 23 de setembro de 2008

.


POR VICISSITUDES DIVERSAS, ESTE ESPAÇO VAI FICAR CONFINADO AO QUE O
"inséte" POSSA PUBLICAR E DISPONIBILIZAR.

PERCO UM DOS MEMBROS QUE ME AJUDAVAM A (SOBRE)VIVER ...

MAS A VIDA DIÁRIA SÓ TEM 24 HORAS ... não dá!

TALVEZ SEJA EM BREVE, OU TALVEZ NÃO ...

SÓ POSSO ABRAÇAR OS AMIGOS(AS), QUE CRIEI E QUE ME VISITAM ...

MAS NASCE-SE E MORRE-SE ... E A VIDA CONTINUA.

TALVEZ ATÉ A MORTE NÃO CHEGUE, DEPENDE DAS DISPONIBILIDADES ...

MAS PARA JÁ, UM ABRAÇÃO DE GRATIDÃO.

FELIZMENTE QUE HÁ LUAR E OUTROS AMANHÃS
!!!

ENCONTRAR-NOS-EMOS
POR AÍ !!!

VOU ESTAR AQUI !



.

domingo, 21 de setembro de 2008

- Amai aqueles em quem mandais. Mas sem lhes dizer nada ! (Antoine-Jean-Baptiste-Marie-Roger Foscolombe de Saint-Exupéry, filho do conde Jean Saint-Exupéry e da condessa Marie Foscolombe (1900-1944), foi um escritor, ilustrador e piloto da Segunda Guerra Mundial, onde morreu aos comandos dum avião. O seu corpo nunca foi encontrado. Escreveu para jornais e revistas. A sua obra prima, escreveu-a quando estava exilado nos EUA, Le Petit Prince (O Pequeno Príncipe ou O Principezinho) - 1943. Tem outros diversos livros, muitos só editados depois da sua morte, como, por exemplo, "Lettres à sa mère" - 1955)

CAMINHEMOS !

.
Tenho entendido que os médicos recomendam a todos os seus efémeros clientes que andem,

Não só que andem, mas que marchem muito.

Quem move as pernas, move o coração, mas há que ter muito mau coração para recomendarmos que movam as pernas quem já não as move, nem Deus, para querer perpetuar a nossa estadia na terra.

Por outro lado, eles que tanto apregoam, não condizem com o exemplo: nunca os vi pelo Passeio Marítimo do meu Porto, ou arredores, essa gente de bata branca, caminhando.

É certo que nós, os contemporâneos nos deslocamos pouco, quiçá porque nos movemos mais que os nossos próprios interesses.

Noutros épocas, não havia mais remédio que andar, mas agora perguntamos, "pés para que vos quero?", a nossa resposta será difícil.

O cavaleiro medieval, transformou-se em automobilista, com a vantagem de que não necessita de escudeiro, já que se constituiu em seu próprio chofer.

A actual crise, que todavia não a devemos qualificar de asfixiante, visto que ainda não nos afoga, por muito que nos aperte, vai modificar as nossos deslocações.




Os golpes que recebe a economia portuguesa, com a baixa altíssima do preço dos combustíveis e a fraca procura de carros, vai certamente fazer perder empregos.

Eu começava, de vassoura na mão, a correr os ratos da Autoridade da Concorrência, (????).

O desabamento da venda de carros, seja de que marca forem, vai começar a insinuar mais despedimentos.

O que poderá obrigar muitos a obedecer aos conselhos médicos.

Ou melhor, o "golpe" económico", poderá fazer com que vamos para o trabalho, a pé descalço.

A situação vai-nos obrigar a ter os pés bem assentes na terra.

Mas o português médio detesta regressar à fedorenta ou malcheirosa condição de peão.

Podemos suportar tudo, menos prescindir do carro, que é um instrumento de trabalho, e se torna imprescindível, inclusivamente no caso de termos perdido o trabalho.

Fazemos o caminho, mesmo a suar.





.

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

- Quantos vivem toda a vida sem descobrir o que sabem e amam?
Tantos.
Não ser um desses é essa a tua missão !
(RICHARD BACH, 1936, escritor dos EUA, o seu maior sucesso maior foi, Fernão Capelo Gaivota. Foi piloto, instrutor e até duplo, (dublê), cinematográfico.)

CONVERSAS MORTAS !

.
Antes de descolar até ás extensas regiões da morte, já havia uma intensa desconfiança entre os passageiros.

As demoras não lhes deixavam boas indicações e esses pequenos aparelhos que chegaram a fazer parte do nosso ouvido externo estavam a pleno rendimento.

As mensagens vão durar mais do que aqueles que as emitiram.

Em muitas casas ficaram gravadas as últimas conversações.

Por que soa diferente a voz de um morto?

É a mesma, absolutamente a mesma que emitia quando estava vivo, mas há algo que mudou: já não pode dizer nada.

A morte cortou-lhe a palavra da boca, o que é sempre um falta de educação.

Agora as vítimas exigem informação.

Não pedem psicólogos com o seu manual de tópicos de instruções.

Nem querem políticos, com o seu habitual reportório de promessas de rápido cumprimento.

O que querem saber é porque se passou o que se passou.

Mais nada, ainda que seja de todo irremediável, mas se se podia evitar o que se passou.



O mecânico declarou que a primeira avaria não causou o acidente, mas para as famílias dos que faleceram é igual que os motivos da catástrofe foram outros.


O MD-82 espatifou-se oito dias antes de renovar a permissão de navegação e a questionada Companhia Spanair, tinha passado em 22 revisões na EU.


Tão-pouco este dado garante muitas coisas.


Há tribunais benévolos.


Quem ficou bruscamente sem as pessoas que mais queriam, querem conhecer a verdade.


É certo que o saber não ocupa lugar, mas ocupa tempo e alguma vez se fará luz na obscuridade.


Chamar-lhe-emos incompetência ou negligência, que são palavras com que podemos nomear a fatalidade.


Dos que morreram só ficaram as suas últimas conversações.


Quando ainda não sabiam que eram as últimas.




.

domingo, 14 de setembro de 2008

- Do primeiro amor gosta-se mais, dos outros gosta-se melhor ! (Antoine-Jean-Baptiste-Marie-Roger Foscolombe de Saint-Exupéry, filho do conde Jean Saint-Exupéry e da condessa Marie Foscolombe (1900-1944), foi um escritor, ilustrador e piloto da Segunda Guerra Mundial, onde morreu aos comandos dum avião. O seu corpo nunca foi encontrado. Escreveu para jornais e revistas. A sua obra prima, escreveu-a quando estava exilado nos EUA, Le Petit Prince (O Pequeno Príncipe ou O Principezinho) - 1943. Tem outros diversos livros, muitos só editados depois da sua morte, como, por exemplo, "Lettres à sa mère" - 1955)

REMÉDIOS CASEIROS

.

Durante a audiencia privada, concedida por Bento XVI a Ingrid Betancourt, além de se deixarem fotografar juntos, ainda tiveram tempo para rezar uma plegária para "chegar ao coração da narco-guerrilha colombiana, em especial aos seus comandantes.

Depois de seis anos de cativeiro na selva, Ingrid, acredita que a fé move montanhas, que é talvez assim como, confiar em que os alpinistas alterem a orografia.

Admirável mulher esta Ingrid, que recordou aos seus captores que o mundo os olha e deseja que nos seus presumíveis corações, de cada um deles, haja espaço para o amor, que ao fim e ao cabo é outra droga.

Estranhou-se Beltrand Russel, há muito tempo, que houvesse bispos que acreditavam que o problema da seca podia ser tratado mediante orações.

O homem acredita mais nos adequados sistemas de regadío e na construção de barragens, mesmo que estas se situem em locais pouco próprios, ou melhor, impróprios.

Que Deus o tenha perdoado.



Em situações dificeis, cada qual busca os remédios que estão mais à mão, por muito distantes que estejam da sua cabeça e das suas extremidades superiores.

Entre nós, para não ir mais longe, o secretario geral da UGT, João Proença, que não será ousado supor igualmente distante do Papa que de Beltrand Russel, disse, não me recordo onde, mas não importa, que é necessário reduzir o "preço do dinheiro", para superar a crise.

Este seu pedido, não deixa de ser uma petição, ainda que se dirija ao Banco Central Europeu, que não deixa de ser uma divindade.

Temos que confiar sempre que os nossos males têm remédio.

O Primeiro Ministro é constantemente assediado para comparecer no Parlamento e dar explicações satisfatórias sobre a(s) crise(s).

Mas há sempre coisas boas que acontecem.

A venda de carros caiu drasticamente em Agosto.

Este dado, em princípio desfavorável, vai permitir que diminuam, visível e ostensivamente os acidentes de viação.





.