domingo, 12 de outubro de 2008

- O lucro do nosso estudo é tornarmo-nos melhores e mais sábios ! (Michel Eyquem de Montaigne, 1533-1592, escritor e ensaísta francês, considerado por muitos como o inventor do ensaio pessoal).

10 comentários:

Mello disse...

Caro Xistosa!

"O lucro do estudo devia ser tornar-se mais sábio". Mas, não é o que acontece, só se torna sábio o que tem simplicidade de espírito para reconhecer que nada sabe, os outros tornam-se arrogantes... Doutores "sem eira nem beira" e malcriados, ainda por cima! Meus Deus! Estou a está maldizente!
Estou a falar a sério, todos os anos lido com os pseudo-doutores!!!

Beijinhos,

Graça Mello

Laura disse...

Claro, clarinho como o Alvinho! e quem te disse que a estudar escolhemos o livrito certo? ahhh cai algo na smãos chamado livro e aprende-se? Nem sempre..o amigo diz que o tal livro é um amor, uma coisa fantástica...tu lês e ficas a pensar..e foi isto um Prémio Nobel? ahhh nem caio nessa, aprendo quando acho que realmente aprendi alguma coisa..só isso....
é que os cem anos de solidão do Gabriel Garcia Marquês, me caiu na smãos, encomendado pela filha que ouviu falar no Nobel, blá blá, se me dás licença entre Mendias e mias e peixinhos de ouro, arre, nem o acabei, não gostei, detestei mesmo a maior parte e asssim..quem lhe deu o prémio devia ser um ganada asno... e nem leu o livro, só folheou e teve sorte de passsar apenas nas folhas melhores...
Abraço..

xistosa - (josé torres) disse...

Mello

Mas é a verdade.
Por todo o lado só se vêem doutores, são os psicólogos, psiquiatras, médicos, professores, advogados ... e sei lá que mais.
Olhe só o que se passou numa agência da CGD.
Estava com a minha mulher a tratar dum assunto duma transferência bancária e o funcionário queria saber de onde era o dinheiro.
Levou logo com um palavrão ...
Foi chamar o gerente e "a besta", desculpe o termo, disse que era obrigatório.
Mandei chamar as autoridades e queria o livro de reclamações, porque, como era uma transferência para a minha irmã, e entre contas da CGD, quando muito deveriam ter perguntado quando depositei o dinheiro.
Mandaram-me preencher um impresso e que colocasse de onde provinha o dinheiro que estava à guarda deles.
Escrevi no documento que o tinha roubado.
Enquanto preenchia o impresso, uma colega da minha mulher estava a receber um cheque, que pelos vistos tinha .... engenheira qualquer coisa.
Ela assinou no verso do cheque o nome.
Diz-lhe o funcionário:
- Faz favor, acrescente "engenheira" ...
Tive vontade de saltar o balcão, agarrá-lo pelos colarinhos e mandá-lo para a escola ...
A parva da colega da minha mulher é que devia pegar no BI e chapar-lho nas ventas, foi o que lhe disse, mas ela já tinha escrito o "engenheira" que faltava para o empregado ficar satisfeito.
Eu é que estava meio de costas para ela.

A muito custo, porque não vinha autoridade nenhuma e eu ia responsabilizá-los que queria a transferência antes das 15 horas, lá a fizeram.

Às vezes até fico a pensar se serei eu que não sou assente da bola.

Fui fazer umas análises, como faço de 6 em 6 meses mais a m/mulher.
Enganaram-se nas minhas.
Eu como não ligo nenhuma, para isso é que pago ao médico, quando ele me diz que havia valores, que não podiam estar certos.
Há valores de não sei quê que são determinados por uma interpolação ou fórmula qualquer ...

Fui à Clipóvoa e no meio do pessoal, perguntei alto e bom som, onde se reclamava por se terem enganado nas análises.

Fui logo atendido e queriam voltar a fazer-me as análises ... puxa!!!, bem me pediram desculpas, mas ficou lá a reclamação no livro e uma fotocópia do lindo serviço.

Já chega de conversa!

Se não reclamamos, ainda somos mais roubados ...

Um abração e obrigada pela visita.

xistosa - (josé torres) disse...

Laura

E quem é que disse que para sermos mais sábios, necessitamos de livros?
(alguns até necessitam de explicações, logo no 10º ano!!!)

Eu também ando numa fase que não compro livros e não leio nada.
Também pouco tempo me resta.
Por isso vou avisando que vou acabar com este blog.
Não tenho tempo para dois blogs e por vezes escrevo algumas parvoíces e passam de moda sem as postar, tenho um montão de coisas.
Mas nem tempo tenho para postá-las.

Quando me meti nesta vida, pouco ou nada fazia, era só limpar o pó no escritório, (não cá em casa, mas na Pr. da Liberdade, no Porto)

Comecei a ler um livro, mas são tantos os nomes que parei ... tenho que tomar nota de quem é cada um ...

Ando sem paciência para ler e aturar muitos seres vivos ...

O Nobel normalmente é por uma obra.
Para dizer a verdade, nem desgostei dos Cem anos de Solidão e li-o em espanhol, talvez por issso ... não era na brincadeira, mas já li mais desse "melro" e até gostei.

É como do nosso Nobel ... tem alguns que não acabei ...
Até tenho vergonha, mas se foi assim que sucedeu!

Um abraço.

Nanda Assis disse...

é verdade sem os estudos não vamos muito longe.

bjosss...

Laura disse...

Ora bem, o nosos Nobel há quem o adore e deteste, eu nem uma coisa nem outram quem lho deu é que devia levar uma marretada na cabeça e mais nada!...

Multiolhares disse...

A verdadeira sabedoria não se encontra nos livros ,
mas no autoconhecimento

xistosa - (josé torres) disse...

Nanda Assis

Muitas coisas, talvez a maioria não são so livros que nos ensinam.
Nós temos que estudar e tirar um Curso que nos dê um Diploma.

Podemos ser os maiores burros ao cimo da terra, mas temos um curso e um canudo.

É claro que temos que estudar alguma coisa.
Se for como aqui e sei que nalguns cursos não é, temos que aprender coisas que não lembram a ninguém e não servem para nada nesse curso ...

xistosa - (josé torres) disse...

Laura

Muitos olham primeiro para as posições políticas e depois para a obra.
Se tentar ser isento ...

Li e comecei a ler quase todos os seus livros ...
Parece-me que acabei dois ...

Li uns cadernos dele ...

Tem coisas que gosto e por ser um Nobel, não vou dizer mais ...
Mas os outros, da Literatura, que têm sido atribuídos ultimamente, valem o que valem ???

Fico por aqui.

xistosa - (josé torres) disse...

Multiolhares

Por acaso, sem ler, já o tinha escrito mais acima.
Os livros ensinam-nos o que não nos prepara para a vida que queremos seguir.
Dão voltas e rodeios ... fica algo que na vida prática não serve para nada.