terça-feira, 17 de março de 2009

REMÉDIO PARA A CRISE

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Do mal o menos …


Fevereiro teve uns dias menos, assim o número de desempregados não atingiu valores mais altos, (foram cerca de quinze mil) para perto dos quinhentos mil, aqui no nosso rincão, já em Espanha também tiveram sorte, porque não atingiram os quatro milhões, porque “só” somaram mais 154.000 pessoas.


Cada uma delas (pessoas) com um coração e um estômago.


Os prognósticos são sombrios, quer para nós, quer para os espanhóis, mesmo os da Costa do Sol.


Segundo os estudos dos estudiosos do BBVA, que sabem o que fazem quando estudam, os números elevar-se-ão em 2010, em Espanha a quatro milhões e meio e aqui, certamente que passarão os quinhentos mil.


A carreira dos desempregados é imparável.


A confiança dos consumidores, de ambos os lados da fronteira, baixou muito, ainda que continuemos a atravessá-la, porque por lá há todo o ano saldos em muitos produtos.




Por isso em muitos lares portugueses, continua a fazer-se compras do lado de lá, melhorando a nossa confiança de que o euro não é igual em todos os países.


Está intimamente ligada à recuperação dos salários em atraso, como é natural.


O desemprego favorece a virtude da austeridade, mas é funesto para a Segurança Social.


Temos que saber e perguntar como se pode viver sem perspectivas, nada mais do que ouvir discursos vazios e esperando que a Obama lhe saiam bem as coisas.


Quando nos interrogamos, “que país” deveríamos dizer “que mundo!”


O diligente Sarkozy e vários dos seus ministros recebem, em França, cartas ameaçadoras e balas de diversos calibres.


É lógico que a lua de mel do poder inclui uma boa dose de cicuta.


Quiçá, também deveríamos dar ouvidos aos sábios da tribo em vez das asneiras que fazem os conselheiros económicos.




Saramago há muito tempo que diz que não há motivos para o optimismo e Sampedro - José Luis Sampedro, não o presumível guardião do céu, já advertiu de que se há codicia, não se contrapõe um poder que a compense, transborda-se.


Com efeito, estamos transbordados.


Com efeito, estamos derramados.


Os únicos que encontram trabalho são os que removem as cordas da harpa e os que acarretam estátuas equestres de noite.


Que culpa terá o cavalo?




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1 comentário:

Vieira Calado disse...

Meu caro amigo!

Sabe que estava preocupado consigo!

Sei que eram para pôr-lhe umas roscas e parafusos no coração...

Pelo que vejo, as coisas, felizmente, correram sobre rodas.

O meu amigo vem cheio de força e disposto a espaldeirar contra a cambada que por aí anda.

Dê-lhes com força!

Tem a maioria do povo português do seu lado.

Um forte abraço

cá do rapaz.