quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009
TRABALHO FORASTEIRO
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Enquanto alguns contemporâneos que, ainda que levem óculos, competem com os linces quanto à visão, vislumbram ao longe uma mudança de era, os emigrantes não vêem nada claro o seu futuro.
O dia de amanhã, que é o único que sabemos em que dia calhará, apresenta-se obscuríssimo.
Os mesmos que os acolheram com os braços abertos têm agora as mãos nos bolsos.
Acabaram-se os abraços e a hospitalidade.
Em toda a parte está a passar-se o mesmo, o que prova que a natureza humana difere pouco.
Nas refinarias britânicas, uma onda de greves está prestes a fazer naufragar a contratação de estrangeiros.
Milhares de manifestantes nativos estão a pedir aos gritos, que o Governo limite o uso de mão-de-obra estrangeira.
O passo seguinte será colocar-lhes, aos emigrantes, um cartaz que diga: “para usar e despedir”.
É que isso, de que a caridade, bem entendida, começa por cada um de nós, pode ser verdade, mas não deveríamos chamar-lhe caridade.
Entendida como virtude cristã, ainda que o seu uso não esteja vedado aos que crêem noutras religiões verdadeiras, a caridade opõe-se à inveja e à animosidade ou malquerença.
O que se passa é que também se opõe aos nossos instintos mais primários.
Quem é capaz de amar o próximo como a si próprio?
É fácil amar a alguns próximos – pais, filhos, vizinhos da direita – mais do que a um só, mas é impossível querer aos desconhecidos com maior intensidade do que a que dedicamos a nós próprios, que aguentamos tanto tempo tratando-nos e suportando-nos.
Daí o inverosímil que resulta o propósito de ser um bom cristão (não confundir com um bom católico).
Não se me deu ainda a conhecer ninguém, que não prefira que lhe saia o Totoloto, que a esse senhor que está à espera que mude o semáforo.
“Os empregos britânicos para os britânicos”.
E os de cada nação.
A crise desmascara muitas atitudes hipócritas e estamos sujeitos a ficar sem o companheiro de trabalho forasteiro.
Os amigos voltam a ser foragidos.
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Enquanto alguns contemporâneos que, ainda que levem óculos, competem com os linces quanto à visão, vislumbram ao longe uma mudança de era, os emigrantes não vêem nada claro o seu futuro.
O dia de amanhã, que é o único que sabemos em que dia calhará, apresenta-se obscuríssimo.
Os mesmos que os acolheram com os braços abertos têm agora as mãos nos bolsos.
Acabaram-se os abraços e a hospitalidade.
Em toda a parte está a passar-se o mesmo, o que prova que a natureza humana difere pouco.
Nas refinarias britânicas, uma onda de greves está prestes a fazer naufragar a contratação de estrangeiros.
Milhares de manifestantes nativos estão a pedir aos gritos, que o Governo limite o uso de mão-de-obra estrangeira.
O passo seguinte será colocar-lhes, aos emigrantes, um cartaz que diga: “para usar e despedir”.
É que isso, de que a caridade, bem entendida, começa por cada um de nós, pode ser verdade, mas não deveríamos chamar-lhe caridade.
Entendida como virtude cristã, ainda que o seu uso não esteja vedado aos que crêem noutras religiões verdadeiras, a caridade opõe-se à inveja e à animosidade ou malquerença.
O que se passa é que também se opõe aos nossos instintos mais primários.
Quem é capaz de amar o próximo como a si próprio?
É fácil amar a alguns próximos – pais, filhos, vizinhos da direita – mais do que a um só, mas é impossível querer aos desconhecidos com maior intensidade do que a que dedicamos a nós próprios, que aguentamos tanto tempo tratando-nos e suportando-nos.
Daí o inverosímil que resulta o propósito de ser um bom cristão (não confundir com um bom católico).
Não se me deu ainda a conhecer ninguém, que não prefira que lhe saia o Totoloto, que a esse senhor que está à espera que mude o semáforo.
“Os empregos britânicos para os britânicos”.
E os de cada nação.
A crise desmascara muitas atitudes hipócritas e estamos sujeitos a ficar sem o companheiro de trabalho forasteiro.
Os amigos voltam a ser foragidos.
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segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009
- Há gente que possui a verdade no seu interior, mas não a traduz com palavras ! (Kahlil Gibran (1883-1931) - Gibran / Jibran - Khalil ou Kahlil, nome árabe Jubrãn Khalil Jubrãn, dum poeta, romancista, desenhador, pintor e filósofo ensaísta. Nasceu no Líbano, mas viveu a maior parte da vida nos EUA.)
REFORMADO INCORRIGÍVEL
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O ex-presidente norte americano, considerado como o poder da recente história do seu país, propõe-se não nos deixar descansados e em paz.
Ameaça escrever um livro, depois de ter lido tão poucos.
O género memorialista, se se refere ás autobiografias, é sempre uma exculpação ou uma acusação.
Se escreve para estabelecer posturas que no seu tempo foram obrigatórias ou para inventar álibis.
Ao “Terrível George”, que representou uma intenção de construção de democracia hereditária, espera-o o chamado “juízo da História”, mas muito se teme que a História tenha perdido o juízo.
Pela sua parte, ele confia em influenciar os psiquiatras.
Segundo as suas póstumas declarações, retira-se para o seu grande rancho, para “repor o seu património pessoal e reivindicar o seu legado presidencial”.
Só o segundo aspecto é que ficou maltratado.
Como se amanhará para justificar as suas decisões e para fazer atractivos discursos?
Ao “negro” que contratou para escrever as suas memórias vai-lhe ser mais difícil do que a Obama endireitar o rumo do seu grande país.
Um reformado de 62 anos, se colecciona selos ou se se dedica á bricolage, não causa dano a ninguém, mas se emprega o seu tempo livre para justificar as suas sangrentas decisões, pode remexer muitas coisas.
O novel escritor venderá muitos livros, mas em qualquer caso será sempre inferior ao número de vidas que ele vendeu.
Agora começa uma etapa para desfrutar de um mal ganho descanso, depois de ter decretado que tantos seres humanos descansem em paz.
Se incorresse na anómala virtude política da sinceridade, cometeria um novo equívoco e se dissesse a verdade, mentiria.
Em suma, estou desejoso que saia o seu livro para comprá-lo.
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O ex-presidente norte americano, considerado como o poder da recente história do seu país, propõe-se não nos deixar descansados e em paz.
Ameaça escrever um livro, depois de ter lido tão poucos.
O género memorialista, se se refere ás autobiografias, é sempre uma exculpação ou uma acusação.
Se escreve para estabelecer posturas que no seu tempo foram obrigatórias ou para inventar álibis.
Ao “Terrível George”, que representou uma intenção de construção de democracia hereditária, espera-o o chamado “juízo da História”, mas muito se teme que a História tenha perdido o juízo.
Pela sua parte, ele confia em influenciar os psiquiatras.
Segundo as suas póstumas declarações, retira-se para o seu grande rancho, para “repor o seu património pessoal e reivindicar o seu legado presidencial”.
Só o segundo aspecto é que ficou maltratado.
Como se amanhará para justificar as suas decisões e para fazer atractivos discursos?
Ao “negro” que contratou para escrever as suas memórias vai-lhe ser mais difícil do que a Obama endireitar o rumo do seu grande país.
Um reformado de 62 anos, se colecciona selos ou se se dedica á bricolage, não causa dano a ninguém, mas se emprega o seu tempo livre para justificar as suas sangrentas decisões, pode remexer muitas coisas.
O novel escritor venderá muitos livros, mas em qualquer caso será sempre inferior ao número de vidas que ele vendeu.
Agora começa uma etapa para desfrutar de um mal ganho descanso, depois de ter decretado que tantos seres humanos descansem em paz.
Se incorresse na anómala virtude política da sinceridade, cometeria um novo equívoco e se dissesse a verdade, mentiria.
Em suma, estou desejoso que saia o seu livro para comprá-lo.
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terça-feira, 27 de janeiro de 2009
Quem é que ia dizer aos mais sagazes analistas políticos que o novo imperador seria um negro?
E sobretudo, quem é que lho ia dizer a ele?
Passar da “Cabana do Pai Tomás” ou "Cabana do Tio Tom”, para a Casa Branca, é uma mudança histórica que requer um notável acarreto.
Até as cabeças melhor dotadas tiveram necessidade dum frete interior e isto causou muito ruído.
O presidente Obama soube pôr de pé a esperança que estava de rastos e alguns até a deram como morta, mas a “enganosa esperança” ( o adjectivo é de Shakespeare) só estava adormecida.
Oxalá tenha toda a sorte do mundo, incluindo o Terceiro Mundo, este jovem inteligente e valente que prometeu uma nova era.
Até há pouco, quase nada, os negros norte americanos só podiam redimir-se da pobreza, quando subiam a duas tarimbas: à do jazz ou à do ringue.
Tinham que ser o Louis Amstrong ou o Cassius Clay.
Graças ás insurgentes semifusas ou aos “jabs” ou “uppercuts”, encadeado(s) num gancho de esquerda ao fígado.
Até o nome não era o dos seus antepassados, os que atravessaram com correntes e cadeias o mar e quando chegaram à “civilização”, impunham-lhe a dos seus donos.
Tudo isto deu uma inversão definitiva com Barack Obama.
Muitas das pessoas que o aclamaram em Washington eram da sua mesma cor e viram-se letreiros de hotéis e bares dizendo, “Proibido para negros e cães”.
Obama falou de um novo tempo de responsabilidade.
Também de crises e de guerras.
Soou a palavra “codícia” como a culpada da situação económica, mas a palavra que iluminou o presidente é “esperança”.
Oxalá a sua luz não se extinga porque é algo que se desgasta ou empalidece, rapidamente.
A sua foi milagrosa, mas os milagres não vão ocorrer todos os dias do seu mandato.
segunda-feira, 19 de janeiro de 2009
PROVAVELMENTE DEUS NÃO EXISTE
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Di-lo a publicidade num autocarro, (que o El País mostrou).
E também a ciência.
Não é lógico, se pararmos para pensar, que exista um deus todo poderoso e tão estúpido para ter trazido ao mundo Charles Darwin, aquele cientista desagradecido e traidor que descobriu a farsa e desmontou a “mina d’ouro”: descendemos do macaco, não da costela do Adão.
No ano do bicentenário do nascimento de Darwin, com os israelitas a matarem os palestinianos, ou palestinos, o Vaticano opinando sobre bioética e ecoética, os ateus incham o peito.
E gastam “as massas” numa campanha publicitária: (PROVAVELMENTE DEUS NÃO EXISTE. DEIXA DE TE PREOCUPAR E DISFRUTA A VIDA).
Nem Deus se livra da publicidade, recurso fundamental para a sobrevivência de televisões comerciais e do estado, políticos ocos e profissionais da manipulação.

A televisão, converteu-se no seu melhor suporte.
George Bush, outra prova irrefutável de que Deus não existe, pediu ás cadeias de televisão dos EUA, “15 minutos de glória”, para despedir-se dos seus fieis. (Por mim, com poucos segundos, um pontapé no cu … e estava feita a glória !!!).
Os responsáveis das cadeias de televisão ponderaram: um quartos de hora de “prime time” na ABC, CBS, FOX, ou NBC, (desculpem se não são estas as siglas correctas … mas é o que me lembro), custam uma pipa de massa e, ainda mais importante, podia aquele parasita estúpido e bronco, ter alguma mensagem relevante para oferecer?

Bush's (FULL) Final Farewell Speech: pt 1/2 -- January 15, 2009
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Di-lo a publicidade num autocarro, (que o El País mostrou).E também a ciência.
Não é lógico, se pararmos para pensar, que exista um deus todo poderoso e tão estúpido para ter trazido ao mundo Charles Darwin, aquele cientista desagradecido e traidor que descobriu a farsa e desmontou a “mina d’ouro”: descendemos do macaco, não da costela do Adão.
No ano do bicentenário do nascimento de Darwin, com os israelitas a matarem os palestinianos, ou palestinos, o Vaticano opinando sobre bioética e ecoética, os ateus incham o peito.
E gastam “as massas” numa campanha publicitária: (PROVAVELMENTE DEUS NÃO EXISTE. DEIXA DE TE PREOCUPAR E DISFRUTA A VIDA).
Nem Deus se livra da publicidade, recurso fundamental para a sobrevivência de televisões comerciais e do estado, políticos ocos e profissionais da manipulação.

A publicidade é um valor seguro, um grande investimento ou aplicação e uma garantia de futuro.
A televisão, converteu-se no seu melhor suporte.
George Bush, outra prova irrefutável de que Deus não existe, pediu ás cadeias de televisão dos EUA, “15 minutos de glória”, para despedir-se dos seus fieis. (Por mim, com poucos segundos, um pontapé no cu … e estava feita a glória !!!).
Os responsáveis das cadeias de televisão ponderaram: um quartos de hora de “prime time” na ABC, CBS, FOX, ou NBC, (desculpem se não são estas as siglas correctas … mas é o que me lembro), custam uma pipa de massa e, ainda mais importante, podia aquele parasita estúpido e bronco, ter alguma mensagem relevante para oferecer?

Bush's (FULL) Final Farewell Speech: pt 1/2 -- January 15, 2009
Bush's Farewell Speech: "I was willing to make the tough decisions" 2 of 2
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domingo, 18 de janeiro de 2009
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O "ucometa" está a afastar-se ... cada vez mais da visão a olho nu ...
Caminha a passos largos para o "sem fim" do cosmos, onde não mais será visto.
Suponho que o seu périplo em relação a Portugal está a esfumar-se e talvez hoje seja o seu fim, ou ...
Talvez um dia ... quem sabe, voltará.
Para além do mais e acima de tudo, estou sem "a ferramenta".
Emprestaram-me uma.
Mas a nossa é a nossa e onde temos os cantos que já conhecemos, ou melhor, conhecíamos.
Aquela onde se escreve, descreve. sonha-se, vive-se, transpira-se e explode-se.
Foi isso que sucedeu ...
Confiei nas máquinas e fiquei sem nada ...
Para já não me despeço ... não sei ainda bem qual o rumo ...
Mas voltarei, ou para me despedir e agradecer ... ou mesmo para morrer.
INTÉ!!!
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O "ucometa" está a afastar-se ... cada vez mais da visão a olho nu ...
Caminha a passos largos para o "sem fim" do cosmos, onde não mais será visto.
Suponho que o seu périplo em relação a Portugal está a esfumar-se e talvez hoje seja o seu fim, ou ...
Talvez um dia ... quem sabe, voltará.
Para além do mais e acima de tudo, estou sem "a ferramenta".
Emprestaram-me uma.
Mas a nossa é a nossa e onde temos os cantos que já conhecemos, ou melhor, conhecíamos.
Aquela onde se escreve, descreve. sonha-se, vive-se, transpira-se e explode-se.
Foi isso que sucedeu ...
Confiei nas máquinas e fiquei sem nada ...
Para já não me despeço ... não sei ainda bem qual o rumo ...
Mas voltarei, ou para me despedir e agradecer ... ou mesmo para morrer.
INTÉ!!!
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quarta-feira, 14 de janeiro de 2009
PERSPECTIVAS
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Por muito estreita que tenha ficado a Faixa de Gaza todavia cabem mortos.
A invasão israelita foi completa: por terra, mar e ar,
Já se está a atingir o milhar de mortos, mas como sempre ocorre, as cifras são imprecisas, já que o número de vítimas aumenta à medida que falecem os feridos de maior gravidade.
Por seu lado, o Hamas respondeu à invasão profetizando que o território "será um cemitério para o inimigo sionista", que de momento já dividiu o mundo islâmico.
Menos mal que o Médio Oriente nos fica longe.
Também a notícia da invasão nos é servida matizada.
Para alguns, o seu motivo exclusivo é acabar com o terrorismo do Hamas, mas outros suspeitam que serão causas mais enviesadas, que podem envolver vários países no conflito.
A neutralidade informativa não é que seja difícil: é que é impossível.
A invasão israelita foi completa: por terra, mar e ar,
Já se está a atingir o milhar de mortos, mas como sempre ocorre, as cifras são imprecisas, já que o número de vítimas aumenta à medida que falecem os feridos de maior gravidade.
Por seu lado, o Hamas respondeu à invasão profetizando que o território "será um cemitério para o inimigo sionista", que de momento já dividiu o mundo islâmico.
Menos mal que o Médio Oriente nos fica longe.
Também a notícia da invasão nos é servida matizada.
Para alguns, o seu motivo exclusivo é acabar com o terrorismo do Hamas, mas outros suspeitam que serão causas mais enviesadas, que podem envolver vários países no conflito.
A neutralidade informativa não é que seja difícil: é que é impossível.
Nada pode ser objectivo, nem sequer manipulando uma objectiva e assim vimos fotos de miúdos estripados, que só vão depender do ângulo donde são tiradas, se do ponto de vista do fotógrafo ou da perspectiva da agência.
Não é fácil fazer caso a Charles Morgan, (*), que dizia que registar os factos é função do jornalismo e que comentar esses factos continua a sê-lo, mas adaptá-los a uma ordem conveniente ou a uma determinada ideologia, é mentir.
Só tentar penetrar neles é ser artista, mas correm maus tempos para a arte.
Todos temos arte e parte nesta nova guerra que começou com o novo ano.
Grande desolação.
Já sabemos de antemão, como vão ser as primeiras páginas dos jornais e as primeiras palavras das notícias televisivas: uma parte da guerra dificilmente imparcial, já que o bosque dos nossos mortos nos impedirá de ver os cadáveres e contá-los.
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