quarta-feira, 25 de junho de 2008

VENDAS da CONSCIÊNCIA




O Governo é capaz de resolver qualquer coisa com a condição de que não seja conflituosa.

A sua especialidade é solucionar os problemas que não existem e a nossa esperança cidadã, baseia-se em que tão-pouco tenham um especial interesse em criá-los, para que não tenham que arrumá-los.

Os piquetes dos camionistas nas estradas já se vinham a adivinhar, desde que o prémio Nobel da Economia, Stiglitz, lançou um grito de alarme petrolífero e nos recordou que quando começou a Guerra do Iraque, o barril de petróleo custava 25 dólares e agora já superou os 135.

O que se passa é que fazemos menos caso ás premonições de um Prémio Nobel da Economia que aos burros dos nossos políticos, que estão mais crudos, nesta matéria, que o petróleo.

A arte de vender consiste em transladar algo dum sítio onde abunda, para um sítio onde escasseia.

Só requer que o comprador tenha algum dinheiro e o que vende seja dono de algo.

Agora não se vendem andares, que era uma excepção a esta regra que estava em uso desde o tempo dos fenícios e aos andares, não é necessário transportá-los.

Em todas as ruas há letreiros onde pode ler-se, "Vende-se", mas não há procura.

Do que há procura, neste momento, é de gasolina e gasóleo baratos, mas tão-pouco adianta, porque não os há.

Começamos a açambarcar,

Sabe-se que ninguém, além de não se ligar patavina ás declarações dos cientistas, não leu a Bíblia, ou na Bíblia:
"Quem esconde o trigo será maldito nos povoados, mas a benção sobre a cabeça dos que o vendem". (O provérbio não exclui os que lhe aumentam o preço).

Má época para vender seja o que for, se não forem armas.

Os governos investem 150 vezes mais em armas que em matar a fome.

Nós os portugueses que somos tão pacifistas, aumentámos muito a produção do armamento que exportamos.

Parece-me que a Colômbia, Venezuela e Marrocos, entre outros, estão entre os nossos "distintos" clientes.



4 comentários:

Paula Raposo disse...

Parece-me um mundo um pouco estranho...este em que vivemos.

xistosa - (josé torres) disse...

Paula Raposo

Estranho e misterioso ...
Um país sem dinheiro, que não produz o que come, vai investir milhões, para encurtar a viagem Porto-Lisboa, em 20 minutos.
Ou um TGV de Lisboa a Madrid, que custará milhões, sobre milhões, mais os milhões para cozer os bolsos e outros milhões da derrapagem da obras - aqueles trabalhos que os projectos já não incluem ...
Depois o passageiro, pagará 100 euros por uma ida e fará a viagem, em quantas horas ???
A Ryannair, cobra 49 euros mais taxas, ida e volta a Barcelona, que é um bocado bem bom, mais longe.
Também temos que comprar uns submarinos, fragatas e aviões de combate ... que vem aí a fome e é necessário combatê-la.

daniel disse...

José Torres

Aguns rapazes da politica, apenas sabem estar em cima do muro e saltar para a frente, quando passar a procissão, outros nem isso sabem fazer.
Previsões?... Coisas para cientistas!...

Daniel

xistosa - (josé torres) disse...

Daniel

Não me referi a Angola, que é um parceiro privilegiado.
E antes, fornecíamos os dois lados da barricada ... para equilibrar as forças!