sexta-feira, 7 de dezembro de 2007

BRINQUEDOS : O FIM DE UM MITO

AS "BARBIES"







Os chineses enganam-nos, como os portugueses.

Nos seus repletos e variadíssimos bazares, pode-se adquirir desde um apara lápis a um biombo chinês.

Há de tudo a um preço credível se temos em conta o que cobram os obreiros que põem mãos à obra.

A multinacional "Mattel" retirou mais de meio milhão de brinquedos, quer do mercado português quer do espanhol, por serem considerados perigosos.

Alguns podem ocasionar asfixia ou lesões auditivas e outros conformam-se em dar choques de diversa intensidade, mas todos são baratissimos.

Por este preço, não podemos pedir uma queimadura do segundo grau ou uma lesão ocular.

Em virtude das medidas tardiamente adoptadas contra os brinquedos de potencial perigoso, já se suicidaram dois fabricantes: o que fabricava o automóvel "Sarge" e o criador de "Dora a exploradora".

Quando eu era pequeno, a maioria dos brinquedos faziam sangue, mas estavam quietos.

Ainda não se recobriam com pinturas tóxicas e como era num tempo de carestia total, também careciam de ímanes para levar à boca.

Os motoristas dos camiões de madeira estavam sempre de perfil, olhavamo-los por onde se olhavam os soldadinhos de chumbo sem envernizar e não queríamos saber se eram fabricados com balas perdidas.

Lá vinha uma época, quando o Menino Jesus já era adulto, em que os pedagogos recomendavam que nos entretessemos com objectos naturais, para os ir apreciando e para exercitar a imaginação, contemplando um pedregulho e imaginando que é outra coisa qualquer.

A miudagem zangava-se como bobos, mas não de pedra.

O pior é a retirada da "Barbie", a boneca com mamas.

Foi afectada pelo perigo amarelo de que tanto se tem vindo a falar.

Foi substituída por bonecas de olhos boquiabertos, mas é necessário proteger os miúdos.

Com as coisas de brincar, não se brinca!


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